Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) contra um suposto esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro resultou no bloqueio judicial de R$ 25 milhões e na apreensão de veículos de luxo na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Batizada de “Personal Manager”, a ação foi realizada entre quarta-feira (20) e quinta-feira (21) pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri). Os mandados foram cumpridos em Belo Horizonte, Nova Lima e Vespasiano.
Segundo a PCMG, empresários, contadores, gerentes e ex-bancários estão entre os investigados por participação em um esquema criminoso voltado a fraudes financeiras envolvendo contas bancárias e movimentações suspeitas.
Carros de luxo, cartões bancários e documentos foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam quatro carros de luxo, celulares, cartões bancários, certificados digitais e uma série de documentos considerados estratégicos para o avanço das investigações.
O material recolhido será submetido à perícia e pode ajudar a identificar outros integrantes da organização criminosa, além de detalhar a estrutura financeira utilizada pelo grupo.
Investigação começou após denúncia de banco
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após uma instituição financeira nacional identificar movimentações consideradas atípicas e possíveis desvios de recursos.
As apurações indicam que o grupo atuava de forma organizada e contava com divisão de funções entre os envolvidos. A suspeita é de que gerentes e ex-funcionários de bancos facilitassem acessos indevidos a contas bancárias e operações fraudulentas.
Empresas de fachada eram usadas para ocultar dinheiro
Ainda conforme a PCMG, o esquema utilizava empresas de fachada e estabelecimentos comerciais para tentar ocultar a origem dos recursos obtidos ilegalmente.
Um dos mecanismos identificados pelos investigadores envolvia a compra, reforma e revenda de veículos sinistrados. A prática serviria para dar aparência legal ao dinheiro movimentado pelo grupo.
As autoridades informaram que uma das vítimas identificadas sofreu prejuízo superior a R$ 520 mil.
Polícia Civil aprofunda investigações
A operação faz parte das ações de combate a crimes financeiros e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. A expectativa é que a análise dos equipamentos eletrônicos e documentos apreendidos permita rastrear novas movimentações financeiras e ampliar o número de investigados.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou quantas pessoas foram presas ou indiciadas na operação.
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