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Autoridades brasileiras cruzam fronteira com a Jordânia em meio à guerra entre Irã e Israel

Comitiva inclui o prefeito de BH, Álvaro Damião; resgate ocorre após agravamento do conflito no Oriente Médio. Itamaraty monitora outros 80 brasileiros na região.

Um grupo de pelo menos 12 autoridades brasileiras iniciou nesta segunda-feira (16) o processo de retirada de Israel, após o agravamento da guerra com o Irã. A comitiva, que estava em missão oficial no país do Oriente Médio, cruzou a fronteira por terra com a Jordânia, de onde embarcará de volta ao Brasil.

Entre os integrantes da missão estão o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), a vice-prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida (Avante), e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP). O grupo havia viajado para Israel antes do início do confronto, para participar de reuniões sobre tecnologias e estratégias de segurança pública.

A operação de retirada foi coordenada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), em articulação com o Itamaraty, o Senado Federal e a Embaixada do Brasil em Amã. “A comitiva ultrapassou por ônibus a fronteira e está em deslocamento a outro ponto onde pegarão o avião de retorno ao Brasil”, informou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Diplomacia e segurança

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, confirmou a chegada do grupo ao lado israelense da fronteira e afirmou que as autoridades brasileiras serão recebidas por diplomatas brasileiros e por forças de segurança locais.

A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, também acompanhou o caso e informou que o governo da Jordânia disponibilizou apoio logístico e segurança para garantir a integridade do grupo.

Ainda permanecem em Israel outros seis brasileiros da mesma comitiva, que se somaram ao grupo do Consórcio Brasil Central, que inclui 22 autoridades estaduais, entre elas o governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil). As negociações para retirada desse grupo continuam em curso, com possibilidades de evacuação via fronteiras com Egito ou Jordânia.

Missão religiosa e repatriação

Além da comitiva política, o Itamaraty monitora a situação de outros 56 brasileiros — entre jovens e adultos — que participam de uma missão religiosa na região da Galileia. O governo federal já iniciou tratativas para garantir também a repatriação desse grupo.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Israel, informou que há 47 convidados oficiais ainda sob responsabilidade direta de Israel. Ele também solicitou ao governo israelense um levantamento detalhado sobre o número total de brasileiros residentes ou turistas que manifestaram interesse em deixar o país.

Conflito em escala total

O resgate ocorre em meio à escalada do conflito entre Israel e Irã, iniciada na última quinta-feira (12). Após uma onda de mísseis iranianos, Israel respondeu com bombardeios intensos em Teerã e em instalações estratégicas do Irã, incluindo bases militares e centros de lançamento de mísseis.

Estima-se que os ataques já tenham deixado 224 mortos no Irã e pelo menos 14 em Israel, incluindo civis e militares. O espaço aéreo israelense foi fechado no fim de semana, o que dificultou a evacuação por voos comerciais e forçou as autoridades a optarem por rotas terrestres de fuga.

Tensão diplomática entre Brasil e Israel

O Grupo Parlamentar Brasil-Israel criticou duramente o governo brasileiro, alegando que a posição de neutralidade adotada pelo Palácio do Planalto atrapalhou as negociações para retirada dos brasileiros. “Causa indignação a postura do atual governo, que mais uma vez escolhe se alinhar aos que disseminam o terror”, disse Carlos Viana em nota divulgada no sábado (14).

O Itamaraty, por sua vez, afirma que segue empenhado em garantir a segurança de todos os brasileiros em solo israelense e reitera que as decisões diplomáticas são guiadas por princípios humanitários e de neutralidade ativa.

O que vem a seguir

Com a primeira parte da comitiva já fora de Israel, o foco agora se volta para os grupos restantes. As autoridades devem embarcar nos próximos dias em voos organizados com apoio da FAB (Força Aérea Brasileira) ou por meio de companhias comerciais com rotas seguras.

Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores mantém linhas de emergência abertas para brasileiros que ainda estão na região e precisam de assistência.


Resumo

  • ✅ 12 autoridades brasileiras cruzaram para a Jordânia e devem embarcar ao Brasil
  • 🚍 Itinerário incluiu viagem de ônibus por região considerada de alto risco
  • ✈️ FAB poderá auxiliar na repatriação dos grupos restantes
  • ⚔️ Conflito entre Irã e Israel já deixou mais de 200 mortos
  • 📞 Itamaraty mantém contato com mais de 100 brasileiros em áreas de risco
Leia mais: Autoridades brasileiras cruzam fronteira com a Jordânia em meio à guerra entre Irã e Israel

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