O tradicional café com leite, paixão dos mineiros, está cada vez mais caro em Belo Horizonte e na região metropolitana. Segundo levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro na primeira semana de julho, o preço do café acumula alta de quase 30% em 2025, enquanto o leite apresenta variações bem mais modestas.
Café dispara nas prateleiras
O café Caboclo, embalagem de 500 gramas, é um dos exemplos mais emblemáticos: passou de R$ 25,71 em janeiro para R$ 32,83 neste início de julho, um aumento de quase 28%. Já o café Pilão, também de 500 gramas, subiu de R$ 28,75 para R$ 35,43, acumulando alta de 23% no período.
Outras marcas também pesaram mais no orçamento dos consumidores:
- Café Fino Grão (500g): de R$ 26,78 para R$ 32,10 (+20%)
- Café União (500g): de R$ 26,10 para R$ 30,94 (+18,60%)
Segundo Feliciano Abreu, diretor do Mercado Mineiro, o consumidor está sentindo o impacto direto no bolso. “O preço ainda está muito longe do desejável. De janeiro até agora, algumas marcas subiram mais de 27%”, destaca.
Por que o café subiu tanto?
A alta do café está relacionada, sobretudo, a fatores climáticos e à volatilidade do mercado internacional. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as recentes ondas de calor e estiagem em áreas produtoras do Brasil impactaram a oferta de grãos, elevando o preço no mercado interno. Além disso, a cotação internacional do café arábica acumulou alta de quase 20% no primeiro semestre de 2025, pressionando ainda mais os preços ao consumidor.
No mercado internacional, as bolsas de Nova York e Londres registraram volatilidade nos últimos meses, influenciadas por preocupações com a oferta global e pelo câmbio brasileiro, que ficou acima de R$ 5,00 em vários momentos do ano, elevando custos de exportação e afetando o mercado doméstico.
Leite apresenta estabilidade
Enquanto o café dispara, o leite apresenta estabilidade de preços na Grande BH. O leite integral Ninho (1 litro) teve apenas um leve aumento de 2,5%, passando de R$ 5,77 para R$ 5,91. Já o leite integral Itambé (1 litro) subiu apenas 1%, indo de R$ 5,00 para R$ 5,06.
Segundo o Mercado Mineiro, o mercado de leite não sofreu grandes choques de oferta ou demanda nos últimos meses, o que explica a manutenção de preços relativamente estáveis. O Cepea também aponta que a produção leiteira se manteve firme em Minas Gerais, maior bacia leiteira do país, apesar de custos elevados com alimentação do rebanho.
Impacto no bolso mineiro
Para o consumidor, o impacto do café é significativo. Um pacote de 500 gramas que subiu cerca de R$ 7 em seis meses pesa no orçamento doméstico, especialmente considerando que Minas Gerais é o maior estado consumidor de café no Brasil.
Com a inflação de alimentos ainda pressionando o bolso em 2025, especialistas recomendam pesquisar preços, aproveitar promoções e, se possível, substituir marcas ou formatos para reduzir o impacto no orçamento familiar.
A tendência, segundo analistas do Cepea, é que os preços do café permaneçam elevados no curto prazo, principalmente se as condições climáticas nas regiões produtoras não melhorarem significativamente.
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