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PGR encontra indícios de corrupção em licitação de R$ 142 milhões da COP30 no Pará


Em 4 de outubro de 2024, dois dias antes das eleições municipais, a Polícia Federal prendeu em flagrante o tenente-coronel da Polícia Militar do Pará, Francisco Galhardo, com R$ 5 milhões em espécie em frente a uma agência do Banco do Brasil em Castanhal (PA).

Quando apreenderam o celular do PM, a PF descobriu mensagens além das suspeitas de compra de votos: tratativas que apontam para corrupção em licitação de R$ 142 milhões vinculada à COP30, evento climático internacional que acontecerá em Belém em 2025.

  • Galhardo, identificado como funcionário do deputado federal Antônio Doido (MDB-PA), reunia, sacava e entregava valores milionários em nome do parlamentar.
  • As mensagens indicam que o saque de R$ 6 milhões ocorreu no mesmo dia da vitória dos consórcios das empresas J.A Construcons e JAC Engenharia na licitação da COP30, e que teria relação direta com o então secretário de Obras Público, Ruy Cabral.
  • Diálogos como “Meu chefe, eu deixei com a Andreia” reforçam a suspeita de que haveria entrega de valores ligados à esposa de Doido, Andrea Dantas, e ao próprio deputado.

📄 Acusações formais e inquérito no STF

A PGR pediu ao STF a abertura de inquérito com base em:

  • Corrupção ativa e passiva
  • Formação de organização criminosa
  • Crimes contra a administração pública e o sistema financeiro
  • Condutas eleitorais ilícitas

Estão na mira o deputado Antonio Doido, sua esposa, o PM Galhardo e o secretário Ruy Cabral.

  • Em dezembro de 2024, o governo do Pará cancelou oficialmente a licitação de quase R$ 300 milhões ligada à COP30, possivelmente após as revelações e prisões.
  • A gestão estadual declarou que o processo foi revogado e que manterá acesso público aos documentos, reforçando compromisso com a transparência.
  • O governo também assegurou que o secretário Ruy Cabral não recebeu valores e não está formalmente sob investigação até o momento.

A investigação coloca em xeque a credibilidade das contratações para um evento de importância internacional — a COP30 — e remete a um esquema de desvio de verbas públicas distribuídas a dois consórcios ligados à base política de Antonio Doido. Resta saber se mais gestores e empresários serão responsabilizados. O caso segue sob relatoria do ministro Flávio Dino no STF, com desdobramentos aguardados nos próximos meses.

Leia mais: PGR encontra indícios de corrupção em licitação de R$ 142 milhões da COP30 no Pará

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