25.4 C
Belo Horizonte
InícioBrasil & MundoAtaques na Colômbia deixam 18 mortos e expõem fragilidade da política de...

Ataques na Colômbia deixam 18 mortos e expõem fragilidade da política de “paz total” de Petro

Bogotá – Uma série de atentados abalou a Colômbia nesta quinta-feira (21), resultando em pelo menos 18 mortos e 65 feridos, em um dos dias mais violentos dos últimos anos. Os ataques, atribuídos a dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), colocam em xeque a estratégia de “paz total” defendida pelo presidente Gustavo Petro.

Em Cali, um carro-bomba explodiu próximo a uma base aérea, matando seis civis e ferindo dezenas. Já em Amalfi, Antioquia, um helicóptero da polícia foi abatido durante operação contra grupos armados, deixando 12 agentes mortos. “Hoje foi um dia de morte”, declarou Petro, que apontou a autoria dos ataques para a Frente 36 e a Coluna Carlos Patiño, facções ligadas ao chamado Estado-Maior Central, o maior grupo dissidente das Farc.

Nenhuma organização reivindicou oficialmente os atentados até o momento.

Impacto político e militar

A escalada da violência ocorre em meio às negociações de Petro com diferentes grupos armados, parte de sua política de pacificação iniciada em 2022. O plano prevê cessar-fogos bilaterais e inclusão dos dissidentes em acordos de reintegração. No entanto, opositores acusam o governo de “dar trégua aos criminosos” sem contrapartidas reais, permitindo que as facções ampliem territórios e fortaleçam o narcotráfico.

A Frente 36 atua principalmente em Antioquia, região estratégica para o tráfico de cocaína, enquanto a Coluna Carlos Patiño domina áreas do Cauca, no sudoeste colombiano. Ambas são conhecidas por ataques contra forças de segurança e comunidades locais.

Reação do governo e clima de tensão

O Ministério da Defesa anunciou reforço militar imediato em Cali, Medellín e nas áreas de maior presença dissidente. “Não haverá impunidade, vamos perseguir cada responsável”, disse o ministro Iván Velásquez.

Organizações de direitos humanos, porém, alertam que o retorno de ofensivas militares de larga escala pode resultar em novas crises humanitárias, deslocando comunidades camponesas e indígenas.

O governo enfrenta agora um dilema: manter a aposta no diálogo com grupos dissidentes ou endurecer a repressão militar, em um país ainda marcado por mais de meio século de conflito armado.

Leia mais: Ataques na Colômbia deixam 18 mortos e expõem fragilidade da política de “paz total” de Petro

Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui