Em Minas Gerais, a corrida pelo Senado Federal em 2026 já começou. Faltando pouco menos de um ano para as eleições, ao menos 14 pré-candidatos se articulam para disputar as duas vagas disponíveis. O cenário é de fragmentação, especialmente na direita, e de cálculo estratégico entre as legendas de esquerda.
O quadro atual contrasta com o de 2021, quando apenas Reginaldo Lopes (PT) havia se lançado como pré-candidato. Desde então, o tabuleiro político mudou: o PSD perdeu protagonismo com a derrota de Alexandre Silveira em 2022, o Republicanos cresceu com a vitória de Cleitinho Azevedo, e o PL vive hoje uma crise interna que ameaça repetir o erro da eleição passada.
🔹 PL: um partido rachado
O PL é o partido com mais nomes em disputa — e mais conflitos. O deputado federal Domingos Sávio recebeu o apoio oficial do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas a decisão não unificou a sigla. Outros cinco nomes seguem no páreo: Cristiano Caporezzo, Eros Biondini, Zé Vitor, Vile dos Santos e o comunicador Marco Antônio “Superman”, apoiado por Nikolas Ferreira.
“Hoje o PL não tem prévia, tem briga”, resumiu um interlocutor ouvido nos bastidores. “Cada deputado acha que tem cacife para ser candidato. O risco é repetir 2022, quando Carlos Viana saiu sem unidade e acabou isolado.”
O cientista político Lúcio Mauro Costa avalia que o excesso de candidaturas pode enfraquecer o grupo bolsonarista em Minas: “Sem convergência, todos saem perdendo”.
🔹 Republicanos: a aposta na renovação
Em posição mais organizada, o Republicanos já oficializou o nome do deputado federal Euclydes Pettersen, com apoio de Cleitinho Azevedo. A legenda quer reproduzir o fenômeno de 2022 — a vitória de um candidato do interior com discurso popular e pouca estrutura partidária.
“O Republicanos aposta na narrativa de proximidade com o eleitor comum. Pettersen surge como herdeiro direto desse discurso”, explica Costa.
🔹 PSD e o impasse de Pacheco
No PSD, as indefinições dominam. O senador Alexandre Silveira tenta se viabilizar para voltar à disputa, mas avalia uma possível saída do partido. Já Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado, vive um dilema: disputar o governo de Minas pelo MDB ou aceitar uma eventual indicação de Lula ao STF.
“Devo bater o martelo até o fim do ano”, afirmou Pacheco em entrevista recente. Até agora, ele tem sido o principal articulador das alianças do PSD no estado.
🔹 PT e esquerda: experiência x renovação
Na esquerda, o PT deve definir entre Reginaldo Lopes, que retoma o projeto de 2022, e Marília Campos, prefeita de Contagem e nome com forte base popular.
“Marília tem trunfo administrativo e pode oxigenar a chapa; Reginaldo representa a lealdade histórica e a ligação com o governo federal”, avalia Costa. O Psol também cogita lançar Áurea Carolina, enquanto o PDT discute a candidatura do deputado Mauro Heringer.
🔹 Centro e outras legendas
No centro político, o PP mantém o nome de Marcelo Aro, que ficou em terceiro lugar em 2022 com apoio de Romeu Zema (Novo). O Podemos, por sua vez, deve apostar na reeleição de Carlos Viana, atual presidente da CPI do INSS no Senado.
Há ainda especulações sobre uma candidatura do apresentador Superman pelo Novo, após declarações do deputado Marcel Van Hattem (RS), o que poderia dar ao partido de Zema seu primeiro nome competitivo ao Senado em Minas.
📊 Os 14 nomes da disputa até agora
PL: Domingos Sávio, Cristiano Caporezzo, Eros Biondini, Zé Vitor, Vile dos Santos, Marco Antônio “Superman”
Republicanos: Euclydes Pettersen
PSD: Alexandre Silveira
Podemos: Carlos Viana
PP: Marcelo Aro
PT: Reginaldo Lopes, Marília Campos
Psol: Áurea Carolina
PDT: Mauro Heringer
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