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Atividade econômica recua em outubro e reforça sinal de desaceleração no Brasil

Queda de 0,2% no IBC-Br interrompe sequência de crescimento e mantém Banco Central em postura cautelosa sobre os juros.


A atividade econômica brasileira voltou a apresentar retração em outubro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou queda de 0,2% na comparação com setembro, já descontados os efeitos sazonais, interrompendo o ritmo de expansão observado ao longo do ano e acendendo um sinal de alerta sobre a perda de fôlego da economia no curto prazo.

Desempenho anual ainda positivo, mas com sinais de alerta

Apesar do recuo mensal, o indicador ainda apresenta alta de 0,4% em relação a outubro de 2024 e crescimento de 2,4% no acumulado do ano. No recorte de 12 meses, a expansão chega a 2,5%. Mesmo assim, o Banco Central destaca que a queda recente merece atenção, por representar uma possível inflexão na trajetória da atividade.

O IBC-Br reúne informações da indústria, comércio, serviços, agropecuária e arrecadação de impostos, sendo considerado um dos principais termômetros do BC para acompanhar o desempenho da economia e subsidiar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Impacto na política monetária

O indicador não substitui o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo IBGE, mas exerce papel relevante na definição da estratégia de juros. O PIB brasileiro registrou alta de 0,4% no segundo trimestre, puxado sobretudo pelos setores de serviços e indústria. Em 2024, o país fechou com crescimento de 3,4%, o melhor resultado desde 2021 — desempenho que agora começa a ser ofuscado pelos dados mais recentes de desaceleração.

Com esse cenário, o recuo do IBC-Br reforça a postura cautelosa do Banco Central, que avalia não apenas o comportamento da inflação, mas também a consistência da retomada econômica.

Inflação sob controle, mas juros seguem elevados

A inflação segue relativamente comportada. O IPCA de outubro ficou em 0,09%, enquanto o índice de novembro marcou 0,18%. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,46%, dentro do intervalo da meta oficial, que vai de 1,5% a 4,5%.

Mesmo assim, a combinação de atividade econômica mais fraca, incertezas fiscais e volatilidade no cenário doméstico e internacional levou o Copom a manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva. Segundo o BC, os juros elevados devem permanecer por mais tempo como instrumento de contenção e de ancoragem das expectativas.

A Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando alcançou 15,25%. Após cair para 10,5% em maio do ano passado, a taxa voltou a subir em setembro de 2024 e permanece em 15% desde junho, refletindo o esforço do Banco Central para equilibrar inflação, crescimento e estabilidade econômica.

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