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“Pedi a Deus para não morrer afogada”: sobrevivente relata drama durante enchente em Ubá

Ubá está entre as cidades mais afetadas pelos temporais que atingiram a Zona da Mata mineira nos últimos dias, com registros de mortes, deslizamentos e centenas de desalojados.

Uma moradora de Ubá viveu momentos de desespero durante a enchente que atingiu a cidade na madrugada de terça-feira (24) e deixou seis mortos. A comerciante Edna Almeida Silva sobreviveu após passar mais de três horas agarrada a um poste para não ser levada pela correnteza.

Em entrevista exibida no programa Encontro, da TV Globo, Edna contou que foi acordada por volta da 1h por um vizinho avisando que a água já invadia a rua. Cerca de meia hora depois, a situação se agravou rapidamente.

“Eu só pedi a Deus para não me deixar morrer afogada e salvar meu filho e meu marido”, relatou.

Água invadiu a casa rapidamente

Segundo a comerciante, a casa onde vivia com o companheiro e o filho foi tomada pela enxurrada em poucos minutos. Móveis começaram a boiar e a família não conseguiu sair porque a porta e o portão travaram com a pressão da água.

Sem saber nadar, Edna foi derrubada quando a água atingiu a altura do peito e acabou submersa dentro da própria casa. Arrastada pela correnteza, conseguiu se segurar em um poste já do lado de fora da residência.

Ela permaneceu no local por cerca de três horas, tentando manter a cabeça fora da água enquanto o nível subia até a altura do pescoço.

Marido desapareceu

Durante a enchente, o filho conseguiu se segurar em uma grade, mas o companheiro de Edna, Luciano, foi arrastado pela correnteza e ainda estava desaparecido no momento da entrevista.

Um vizinho conseguiu lançar uma corda até a comerciante, o que ajudou a mantê-la presa ao poste até o nível da água baixar, já nas primeiras horas da manhã.

Edna sofreu ferimentos leves, como hematomas e um corte na cabeça, mas não teve lesões graves.

Casa e restaurante destruídos

Quando a água baixou, por volta das 6h, ela foi acolhida por uma vizinha. Ao observar a região, viu que sua casa havia desabado.

O restaurante da família, que era a principal fonte de renda e garantia emprego a outras cinco pessoas, também ficou destruído.

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