Recentemente, tem crescido a preocupação com o aumento de mortes de detentos em Minas Gerais, supostamente causadas por overdose de drogas conhecidas como “drogas zumbis”, da família K. O Depen-MG (Departamento Penitenciário de Minas Gerais) está investigando 14 óbitos que podem estar relacionados ao consumo dessas substâncias.
O caso mais recente envolve Elias Martins da Silva, que faleceu após ser internado por três dias no Hospital São Judas Tadeu, após consumo excessivo da K9. Silva estava preso na Penitenciária Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte.
Além desse caso, outras seis mortes suspeitas foram registradas na mesma unidade desde dezembro de 2023 até abril deste ano, todas ligadas ao uso de drogas zumbis. No Presídio Inspetor José Matinho Drumond, também em Ribeirão das Neves, sete mortes estão sendo investigadas desde o mês passado.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) declarou que ainda não é possível confirmar a relação das mortes com o consumo de substâncias entorpecentes, aguardando laudos da perícia técnica. Segundo especialistas, essas drogas causam graves alterações mentais nos usuários, como psicose, paranoia, delírios e alucinações, o que justifica o apelido “droga zumbi”.
A Polícia Civil ressalta a dificuldade em monitorar e identificar essas substâncias devido às suas características sintéticas e à forma de consumo, que envolve papel borrifado. O presidente do Sindppen-MG (Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais), Luiz Gelada, alerta que os cães farejadores têm dificuldade em detectar essas drogas, o que contribui para a entrada significativa desse tipo de substância nos presídios.




