Várias pesquisas, como a da Quaest antes das Eleições de 2024 (elas foram comprovadas pela vitória maciça de partidos moderados nas prefeituras nesse ano), mostram que está surgindo um novo tipo de brasileiro, se é que podemos chamar assim. Não o “esquerdalha”, não o “minion”, embora os alcunhados assim sejam ainda significativos em número, os militantes ferrenhos de Direita, mais numerosos entre o povo (a extrema Direita, e mesmo a Direita moderada, “arrasaram” a Esquerda no mais recente pleito). O que está surgindo é um movimento, uma conscientização, algo inovador, amparado pelas redes sociais, consigo sentir: os que querem um país diferente e sem os dinossauros da política. Um país novo.
Os “despertos”, como vou chamar, primam pela informação – aquela que vai a fundo, embora às vezes caindo em Fake News tendenciosas – e são observadores críticos da realidade tenebrosa do Brasil. Admiram políticos promissores, corajosos, muitos deles investigados e ameaçados, não perdulários, não envolvidos em inúmeros escândalos e em corrupção endêmica, não antigos “parladores” com os mesmos discursos vazios ou sem prática, sem moral, sem caráter.
Surge uma larga parcela da população brasileira que quer um país realmente novo, sem os antigos vícios da política nacional, sem ódio e militância cega, sem hipocrisia, sem o nefasto “eu contra você”. E, acima de tudo, querem a verdade dos fatos, por trás do jornalismo parcial, e a liberdade de expressão. Têm sede da mudança necessária no ainda arcaico Brasil, uma “criança” da democracia, portanto ainda imaturo politicamente e alvo dos mesmos velhos falastrões.
O governo atual prefere colocá-los todos em uma grande cela e chamá-los de “bolsonaristas”, “gado”, “nazistas” e “fascistas”, com muita complacência, “centristas”, palavras “cuspidas” sem contexto e com hostilidade. Mas eles estão além dessa pecha: assistem a todas as injustiças, atos antidemocráticos, à crise econômica devastadora, à crise moral, a crises na Educação, na Saúde, na Ecologia – tudo com verbas expressivas cortadas nessas áreas vitais.
O governo pode investir o que quiser em propaganda, e já decidiu multiplicar as cifras, mas chegou um tempo em que muitos estão percebendo a realidade atrás do dinheiro e do discurso desconexo. Talvez por isso, para alguns militantes, seja tão desagradável o fato de a Meta e o X estarem optando pela liberdade de expressão, recusando rótulos politizados e primando por recomendações de verificação de conteúdos feitas pelos usuários. Além, é claro, do amparo de denúncias nas plataformas, ainda a serem melhoradas, e da Lei: difamação, calúnia, bullying.
Enfim, há quem queira amordaçar o povo e os eleitos pelo povo por quê? Censura institucional sempre foi e será ato autocrático e antidemocrático, visto que na democracia o poder e a voz emanam, soberanamente, do povo. É Lei Seca, se não constituir crimes previstos na Constituição Federal. Gleisi Hoffmann, líder do PT, foi pega falando no plenário que “o governo precisava regular as redes para controlar a Direita”. Acho que podemos substituir “Direita” por “realidade” ou “liberdade de expressão”, além de liberdade política, sem perseguições nesse sentido.Não é desinformação: é medo de que coisas apareçam, de que o povo pense e tome atitudes. Lembrando que Fake News existem de todos os lados, mas é notável e estranho que apenas as da Direita sejam constantemente percebidas e punidas.
Quem detém a verdade nunca é nem será um colegiado político em uma democracia. Ponto final.
OS “DESPERTOS”
Mas voltando a falar destes novos brasileiros, os “despertos” ou que estão despertand, que se avolumam nas redes sociais, sem patrocínio e muitas vezes repletos de preconceitos, porém intrépidos, curiosos e interessados em um Brasil diferente. “Nós somos muitos, não somos fracos, somos sozinhos nesta multidão, nós somos só um coração sangrando pelo sonho de viver”, como na música de Lulu Santos, ícone do rock brasileiro, e que me conceda a licença da citação.
Assim vejo essa parcela de pessoas que estão se desapegando de falácias e rótulos, e percebendo todas as incongruências, a ineficiência e os atos ilegais dos nossos atuais governantes: um Supremo que exerce poderes além dos que lhe são dados pela Constituição Federal, o que já é notícia mundo afora, e com pessoalidade e parcialidade política notória de alguns de seus membros; um Congresso Nacional que só pensa em emendas secretas, que eu chamo de “emendas de suborno” para votos e cargos, sob as tutelas de Lira e Pacheco; e um Executivo que sempre tem dinheiro para essas concessões, assim como um discurso desconexo a favor da democracia, mas que deseja censura institucional – já aplicada no Programa de Combate à Desinformação (PCD), sob o martelo do ministro “perdeu, mané” Barroso. E que financia e apoia ditaduras, inclusive historicamente antissemitas como Hamas e Irã, mas chama seus adversários de boca cheia de “nazistas”, “fascistas” e “pró-ditadura”.
Falando em ditadura, muitos repetem que “não vai ter golpe”, ou “prisão aos golpistas”, ou “sem anistia” (meu Deus! Sequer a possibilidade de anistia a presos políticos é coisa de ditadura!). Mas estes mesmos, ainda que veladamente, chancelam o golpe de Maduro na Venezuela, como nosso Executivo que continua a patrocinar o comunismo sangrento e ditatorial de lá: a dívida com o ditador venezuelano, nos cinco meses recentes, saltou de R$ 240 milhões para R$ 10 bilhões. E você aí sofrendo no supermercado, para abastecer o carro, pagar aluguel. Absolutamente tudo subiu, até mesmo os livros em um país em que sempre pouco leu. Como mandou um governante esses dias: se a laranja está cara, coma outras frutas. E o Brasil é o maior produtor mundial de laranja.
“WE REMEMBER” (NÓS LEMBRAMOS)
Dia 27 de janeiro de 2025, comemoramos os 80 anos da libertação dos sobreviventes – poucos – do campo de concentração de Auschwitz, que tinha no anexo de Birkenau seus fornos e câmaras de gás (movimento “We Remember”, ou “Nós Lembramos”). Foram cerca de 6 milhões de assassinatos, entre judeus, holandeses, povos eslavos, gregos, ciganos, alemães indesejados etc. Mesmo os que lutaram ao lado de Franco na revolução fascista foram escravizados pelos nazistas, ao lado de comunistas e de todo tipo de gente. Já o comunismo, estima-se, matou algo com 110 milhões de pessoas na História, com Mao Tsé, Pol Pot e Stálin liderando largamente a “lista negra”.
Comemoremos a liberdade de não se ter ditadura de qualquer tipo, e a lembrança de que todas elas foram, são e serão sempre uma mancha gigantesca sobre a humanidade e a esperança.
O QUE O BRASIL NOVO QUER?
Os brasileiros conscientes querem que a Constituição Federal seja cumprida, não relativizada. Muitos militantes não gostam dos EUA, país mais rico e poderoso do mundo e precursor da democracia moderna – lá, a Constituição Federal foi criada por iluministas nos anos 1700 e até hoje só recebeu 20 emendas. Lá, a liberdade individual é o bem mais valioso – embora haja discordâncias entre as pessoas, somos humanos. Mas a Constituição Federal dos EUA é um livro fino e assertivo, que corrobora o que os americanos pensam: “Law is law”, ou “A Lei é a Lei”. Aqui, tendemos a relativizar tudo, como fazem até mesmo nossos governantes. E já temos mais de 200 emendas constitucionais desde 1988. Sabemos fazer leis para serem cumpridas sem pestanejar, ou sem escapatória para os “espertinhos”?
Enfim, liberdade é o fundamento de todo país próspero. Liberdade do povo e poder do povo são os pilares de toda democracia. Isso não é relativo e jamais será, como muitos querem. Nós ainda estamos aqui, ansiando por um Brasil melhor, voltado para o futuro, desapegado do passado cruel, e dispostos a fazê-lo! A democracia nos autoriza a querer e fazer.
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