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Vazamento de dados de Daniel Vorcaro provoca crise entre STF, CPMI do INSS e Polícia Federal

O vazamento de informações extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro abriu uma nova crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal, a CPMI do INSS e a Polícia Federal.

A investigação sobre o empresário, proprietário do Banco Master, tramita sob sigilo no STF e é relatada pelo ministro André Mendonça. Mesmo assim, nos últimos dias reportagens passaram a divulgar conteúdos que teriam sido obtidos a partir dos aparelhos celulares apreendidos com o banqueiro.

Diante da repercussão, Mendonça determinou nesta sexta-feira (6) a abertura de um inquérito para investigar a origem do vazamento das informações.


⚖️ STF manda investigar origem do vazamento

A decisão do ministro atende a um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, que alegou que dados sigilosos extraídos dos celulares do empresário estariam sendo divulgados indevidamente na imprensa.

Com isso, a Polícia Federal foi oficialmente encarregada de identificar:

  • de onde partiram os vazamentos;
  • quem teve acesso aos arquivos;
  • se houve crime na divulgação de informações sigilosas.

O caso ampliou a tensão entre diferentes instituições que tiveram contato com os dados da investigação.


💬 Suposta conversa com Alexandre de Moraes

Entre os conteúdos que teriam vazado está uma suposta troca de mensagens entre Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A informação foi mencionada em reportagem do jornal O Globo, que citou um possível diálogo entre o magistrado e o empresário no mesmo dia da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025.

Após a divulgação, Moraes negou qualquer troca de mensagens com o banqueiro.

Em nota, o STF afirmou ainda que os dados podem ter sido divulgados a partir da CPMI do INSS, já que a comissão teve acesso ao conteúdo dos celulares após autorização judicial concedida por André Mendonça.


🏛️ Senador nega participação da CPMI

A acusação foi contestada pelo presidente da comissão, o senador mineiro Carlos Viana.

Segundo ele, é “quase impossível” atribuir o vazamento aos integrantes da CPMI, já que os arquivos passaram por diversas instâncias antes de chegarem ao Congresso.

Em entrevista à imprensa, o parlamentar afirmou que o material já havia sido compartilhado entre diferentes órgãos envolvidos na investigação.


🚔 Polícia Federal pede investigação

A própria Polícia Federal também se manifestou sobre o caso.

Em nota, a corporação afirmou que nenhum relatório oficial da investigação contém dados irrelevantes ou que não tenham relação com o esclarecimento dos fatos.

Por orientação do diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, a equipe responsável pela investigação encaminhou ao ministro André Mendonça um pedido formal para abertura de inquérito.

O objetivo é identificar se houve divulgação indevida de informações protegidas por sigilo judicial e eventuais responsabilidades criminais.


🔥 Caso amplia tensão política em Brasília

O episódio ocorre em meio a uma escalada de repercussões envolvendo o caso Banco Master, considerado por investigadores um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.

O vazamento também ganhou dimensão política após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciar que pretende protocolar um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes no Senado, citando as revelações relacionadas ao caso.

A investigação agora busca esclarecer quem teve acesso aos dados e como as informações sigilosas chegaram ao público.

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