A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular todas as condenações do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu relacionadas à Operação Lava Jato gerou intensas críticas de parlamentares da oposição. Mendes acatou o pedido da defesa de Dirceu, estendendo-lhe os efeitos da decisão que considerou o ex-juiz Sergio Moro suspeito em processos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em suas redes sociais, o deputado Bibo Nunes (PL-RS) criticou a decisão, afirmando que o ato de Mendes é “uma vergonha”. Segundo ele, “quando a política invade os tribunais, a Justiça foge pela janela”. Já o vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) declarou: “Gilmar Mendes anulou todas as condenações de José Dirceu na Lava Jato. Agora ele é ‘ficha-limpa’ e poderá disputar as eleições de 2026.”
Outros parlamentares, como a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) e o deputado estadual Márcio Gualberto (PL-RJ), também criticaram a decisão. Zanatta afirmou que “o crime sem castigo leva ao castigo sem crime”, e Gualberto ironizou a anulação, chamando Dirceu de “padroeiro dos homens honestos”.
Ricardo Salles (Novo-SP), ex-ministro e deputado federal, fez uma crítica mais direta, afirmando que Dirceu “tá on, e o Brasil, sifu”. Mauricio Marcon (Podemos-RS) comparou o caso com a inelegibilidade de Bolsonaro, dizendo que “Dirceu teve suas condenações anuladas, enquanto Bolsonaro segue inelegível”.
A decisão de Gilmar Mendes abrange a anulação das duas condenações proferidas por Moro contra Dirceu, que somavam 34 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da Petrobras. A defesa de Dirceu argumentou que a parcialidade de Moro nos casos de Lula deveria ser aplicada à Lava Jato. Com isso, José Dirceu pode recuperar seus direitos políticos e cogita-se sua candidatura nas eleições de 2026.
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