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Trump volta a ameaçar Brasil com tarifa de até 100% por importar petróleo da Rússia

Trump ameaça Brasil e Índia com tarifa de até 100% por compra de petróleo russo


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Brasil, a Índia e a China com tarifas comerciais severas devido à continuidade das importações de energia da Rússia, em especial petróleo e diesel. A declaração foi feita nesta terça-feira (5/8), durante evento oficial na Casa Branca.

Segundo Trump, tarifas de até 100% podem ser impostas ainda nesta semana a países que mantêm relações comerciais com Moscou no setor energético, contrariando as sanções ocidentais estabelecidas após a invasão da Ucrânia. A medida pode ser formalizada já nesta quarta-feira (6), após uma nova rodada de conversas com aliados e com representantes russos.

“Vamos tomar uma decisão sobre sanções a países que compram energia russa após a reunião de amanhã com a Rússia”, declarou o republicano.

Diesel russo representa quase 40% das importações brasileiras

De acordo com o Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA), think tank baseado na Finlândia, o Brasil foi o segundo maior comprador de diesel da Rússia em 2024, atrás apenas da Turquia. Nos seis primeiros meses do ano, 39,1% do volume de diesel importado pelo Brasil teve origem russa.

O volume elevado coloca o país na mira direta da política externa agressiva de Trump, que vê nas tarifas um instrumento para forçar o isolamento econômico de Vladimir Putin.

Nova tarifa de 40% entra em vigor nesta quarta-feira

Conforme anunciado, os EUA já aplicavam 10% de tarifa sobre determinados produtos brasileiros, e uma nova alíquota de 40% passa a valer a partir desta quarta-feira (6), totalizando 50%. Caso o novo pacote de sanções anunciado por Trump vá adiante, a alíquota total pode chegar a 100% sobre combustíveis e outros bens estratégicos, atingindo em cheio o setor energético e industrial brasileiro.

No caso da Índia, o governo americano também avalia 25% de imposto adicional sobre bens importados, com possibilidade de outras sanções em setores como tecnologia e defesa.

Pressão sobre Putin e tensão no comércio global

A ofensiva tarifária está diretamente ligada ao ultimato dado por Trump a Vladimir Putin para negociar a paz e encerrar a guerra na Ucrânia. O prazo termina nesta sexta-feira (8/8). Até o momento, o presidente russo não respondeu oficialmente ao apelo, mas, segundo a mídia estatal russa, o enviado especial americano Steve Witkoff estaria em reunião com Putin nesta quarta-feira, o que pode indicar tentativas de diálogo nos bastidores.

Impactos para o Brasil

Especialistas apontam que uma tarifa de até 100% sobre produtos estratégicos, como combustíveis ou derivados importados da Rússia, pode aumentar os custos logísticos e de produção no Brasil, pressionando ainda mais setores como transporte, agronegócio e indústria pesada — já afetados pelo “tarifaço” anterior anunciado por Trump em julho sobre aço, alumínio e carne processada.

O Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente sobre as novas ameaças, mas interlocutores do governo brasileiro sinalizaram que a equipe econômica está analisando possíveis alternativas logísticas e diplomáticas para reduzir a dependência do diesel russo.

Leia mais: Trump volta a ameaçar Brasil com tarifa de até 100% por importar petróleo da Rússia

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