A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu manter para o fim de setembro a oitiva de Cecília Montalvão Simões, esposa e sócia do empresário Maurício Camisotti em algumas empresas.
O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rejeitou, nesta quarta-feira (17/9), um pedido apresentado pela defesa de Cecília para não comparecer ao depoimento. Ela alegou estar com todos os bens bloqueados pela Justiça, em decorrência da Operação Sem Desconto da Polícia Federal, e que não teria recursos para se deslocar até Brasília.
O requerimento para ouvi-la havia sido aprovado na véspera, com apoio da maioria dos integrantes da CPMI. A comissão investiga irregularidades em descontos aplicados diretamente nos benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas.
Operação Sem Desconto
Maurício Camisotti foi preso em 12 de setembro pela Polícia Federal junto com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo a PF, Camisotti controlava três entidades que teriam faturado mais de R$ 1 bilhão desde 2021 com a chamada “farra dos descontos” – esquema bilionário de cobranças indevidas sobre aposentadorias do INSS.

Empresas ligadas ao empresário repassaram ao menos R$ 25,5 milhões ao lobista, segundo dados de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que embasam a investigação.
Fintechs e doleiros ligados ao PCC
As apurações apontam ainda que Camisotti fez transações de R$ 1,2 milhão com uma fintech e uma casa de câmbio suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Um dos repasses identificados nos relatórios do Coaf é de R$ 568 mil para a empresa Guardiões Câmbio e Turismo, formalmente em nome de Valdecy Soares Coelho. O Ministério Público de São Paulo acusa Valdecy de servir de “laranja” para lavagem de dinheiro de hotéis controlados pela facção criminosa na região da Cracolândia, na capital paulista.
Também aparece na lista de transações um pagamento de R$ 518 mil do BK Bank a Camisotti. A fintech é alvo de operações da PF e do MPSP por suspeita de participação em fraudes bilionárias, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, envolvendo empresários que teriam adquirido refinarias e imóveis de luxo com recursos de origem ilícita.
Segundo a PF, o BK Bank centralizava movimentações financeiras de empresas de fachada e movimentou mais de R$ 46 bilhões não rastreáveis entre 2020 e 2024. O modelo usado – conhecido como “conta bolsão” – permitiria que apenas a fintech tivesse controle sobre a identidade dos beneficiários finais dos recursos, blindando operações de comunicações obrigatórias ao Coaf e ao Banco Central.
Próximos passos
Com a manutenção da convocação, Cecília Montalvão Simões deverá ser ouvida pela CPMI ainda em setembro. Parlamentares afirmam que ela poderá esclarecer a atuação das empresas ligadas ao marido e as movimentações financeiras investigadas pela Polícia Federal.
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