Com a aproximação do Natal, os consumidores de Belo Horizonte já começam a sentir no bolso o impacto da alta nos preços dos produtos tradicionais da ceia. Uma pesquisa divulgada pelo Mercado Mineiro nesta segunda-feira (17) mostra que alguns itens ficaram até 65% mais caros, e que a diferença entre os estabelecimentos pode chegar a surpreendentes 327%.
O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 14 de novembro em supermercados e lojas do Mercado Central.
Produtos natalinos disparam e castanhas lideram aumentos
A castanha-do-pará inteira aparece como o item que mais encareceu no último ano: o preço médio saltou de R$ 111,54 para R$ 185,08, um aumento de 65,93%.
Outros produtos tradicionais também registraram altas significativas:
- Damasco seco: +41%
- Frutas cristalizadas: +22,47%
- Nozes com casca: +22,65%
- Uvas passas pretas: +18,40%
O bacalhau Saithe, um dos protagonistas da ceia, também subiu: de R$ 69,61 para R$ 87,10 (+25,12%). A tradicional Ave Supreme Sadia ficou 14,51% mais cara.
Panetones acompanham inflação e ficam mais pesados no orçamento
Os panetones, outro símbolo do período, sofreram aumentos consideráveis:
- Panetone artesanal: +13,37%
- Panetone Aymoré: +29%
- Panetone Bauducco: +19,94%
- Chocotone Bauducco: +13%
As famosas caixas de bombom também subiram:
- Lacta: +5,36%
- Garoto: +17,10%
- Nestlé: +20%
Nem tudo subiu: alguns itens tiveram queda expressiva
A pesquisa revelou que alguns produtos caminharam na contramão e ficaram mais baratos:
- Bacalhau do Porto: -11,01%
- Ameixa nacional: -27,80%
- Pêssego: -17,58%
- Ameixa importada: -13,16%
- Uva Itália: -25,42%
As reduções têm relação com boa oferta interna e com a queda recente no preço de algumas frutas sazonais.
Diferenças de preços assustam: até 327% entre estabelecimentos
Além dos aumentos, o consumidor precisa lidar com a enorme variação de preços entre os pontos de venda. O caso mais extremo é o do pêssego, que pode custar R$ 6,99 em um local e R$ 29,90 em outro, diferença de 327,75%.
Outros itens também têm variação acentuada:
- Bacalhau Saithe (kg): 200,80%
- Bacalhau do Porto (kg): 83,56%
- Pernil com osso (kg): 71,85%
- Ameixa seca sem caroço (kg): 75,19%
- Panetone artesanal (500 g): 84,72%
Inflação dos alimentos pressiona famílias no fim do ano
A alta dos preços está ligada à valorização do dólar — que encarece itens importados, como castanhas e bacalhau — e a fatores climáticos que afetaram safras de frutas no exterior.
Dados recentes do IPCA-15 indicam que o grupo Alimentação e Bebidas acumula aumento acima da inflação geral em 2025, dificultando o planejamento das ceias familiares.
Como economizar na ceia
Especialistas e o próprio Mercado Mineiro reforçam: pesquisar preços é essencial. Itens importados, em especial, apresentam forte oscilação de preço entre os estabelecimentos. Comprar com antecedência e substituir ingredientes por versões nacionais também pode reduzir bastante o custo final da mesa de Natal.
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