O Governo de Minas Gerais, atendendo determinação da Justiça Federal, exonerou e afastou quatro servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad), ligados a suspeitas de participação em esquema de fraudes em licenciamentos ambientais apurados pela Operação Rejeito, conduzida pela Polícia Federal (PF), Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF). As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Executivo em edição extra do dia 17 de setembro.
Além disso, o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), João Paulo Martins, também foi exonerado após ser alvo da operação. O diretor de Planejamento, Gestão e Finanças, Edwilson Martins, foi nomeado para substituí-lo.
Principais alvos, arrestos e bloqueios
- Também foram presos o diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e o ex-diretor da Polícia Federal em Minas, Rodrigo de Melo Teixeira.
- Mandados de busca e apreensão: 79 mandados cumpridos; prisões preventivas decretadas são 22, com ao menos 15 já efetivadas até o momento.
- O valor bloqueado e sequestrado por ordem judicial é de R$ 1,5 bilhão.
- Estima-se que o lucro do esquema tenha sido de pelo menos R$ 1,5 bilhão, enquanto o potencial econômico total das operações ilegais supostamente alcançaria R$ 18 bilhões.
Como funcionava o esquema
- O grupo criminoso operava com mais de 40 empresas, muitas delas de fachada, para mascarar seus reais donos e as operações.
- As fraudes incluíam obtenção de licenças ambientais em áreas tombadas ou próximas a unidades de preservação, corrupção de servidores públicos, documentos falsificados, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
- Um dos casos emblemáticos citados é o da Mineração Gute Sicht que, em área tombada da Serra do Curral, teria obtido autorização baseada em certificações de outra empresa e com uso de documentação irregular.
Reações, implicações e próximos passos
- O governo do estado afirmou que parte das exonerações foram medidas tomadas “por iniciativa própria”, antes mesmo de a PF deflagrar a operação. O secretário de Comunicação, Bernardo Santos, declarou que “um cargo de confiança exige confiança”, ponderando que os processos estão em curso, alguns já com apurações administrativas sigilosas.
- Em esfera federal, também foram presos ou alvos os dirigentes de órgãos federais ou vinculados à regulação da mineração, como a ANM e o Serviço Geológico do Brasil (SGB).
- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, foi alvo de críticas, pois duas das pessoas presas eram por ele indicadas para cargos federais vinculados à área de mineração ou ambiental.
Consequências esperadas
- Além da responsabilização penal dos envolvidos, espera-se forte repercussão quanto ao licenciamento ambiental futuro no estado, com possíveis revisões de autorizações já concedidas sob suspeita.
- O valor do bloqueio e sequestro de bens busca garantir ressarcimento ao erário e impedir continuidade de atividades ilegais.
- Também há risco de que licenças de empresas envolvidas sejam suspensas, dependendo do desdobramento da investigação e das decisões judiciais.
- Em termos políticos, o caso aumenta a pressão sobre autoridades estaduais e federais, inclusive quanto à forma como foram feitas nomeações em órgãos regulatórios.
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