A operação “Bomba Fantasma”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (3), cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em seis cidades do Sul de Minas para desarticular um esquema de fraudes tributárias e venda de combustível adulterado ligado a uma rede regional de postos. As ações ocorreram em unidades de abastecimento, residências de empresários e na sede de uma transportadora apontada como parceira no esquema criminoso.
Além de Lavras, foram alvos os municípios de Três Pontas, Varginha, Boa Esperança, Poços de Caldas e São Lourenço. Segundo o Ministério Público e o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), as irregularidades teriam causado um prejuízo estimado em R$ 45 milhões aos cofres estaduais.
Fraudes e adulteração
De acordo com as investigações, a rede adquiria combustível sem nota fiscal, prática que permitia a sonegação de tributos e dificultava o rastreamento da origem do produto. Há indícios também de adulteração com metanol — problema já identificado em unidades da mesma rede, com casos investigados anteriormente na Comarca de Três Pontas.
Outro ponto sob apuração é o uso fraudulento de créditos de ICMS destinados a transportadoras. Para o CIRA, o volume de diesel registrado como revendido não condiz com a capacidade de armazenamento dos postos, e as notas fiscais apresentadas são consideradas incompatíveis com operações regulares de venda.
A investigação ainda aponta que parte dos postos teria sido registrada em nome de uma “laranja”, com o objetivo de ocultar o controlador real do grupo.
Força-tarefa integrada
A operação mobilizou uma força-tarefa composta por Ministério Público, Receita Estadual, Polícia Militar, Polícia Civil, GAECO e Procon-MG. Ao todo, participaram três promotores, 24 auditores fiscais, quatro delegados, 20 policiais militares, oito policiais civis e dois fiscais do Procon.
Impacto em Lavras
Em Lavras, a ofensiva reacende a preocupação com a procedência do combustível comercializado no município. As autoridades destacam que fraudes desse tipo afetam diretamente os consumidores — que correm risco de abastecer com produto adulterado — e geram perdas significativas aos cofres públicos.
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