Um novo impasse colocou o setor de transporte de cargas em alerta nesta quarta-feira (3). Um representante dos caminhoneiros protocolou na Presidência da República um comunicado anunciando uma paralisação nacional marcada para esta quinta-feira (4). A iniciativa, porém, expõe uma forte divisão interna: a principal entidade representativa da categoria nega adesão ao movimento.
O anúncio foi feito por Chicão Caminhoneiro, dirigente da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), que protocolou o ofício na terça-feira (2). O ato foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais do próprio representante e do desembargador aposentado Sebastião Coelho, que presta apoio jurídico à mobilização.
“Trata-se do início de uma movimentação da categoria nacional dos caminhoneiros. Queremos oficializar e estamos aqui na Presidência da República fazendo esse protocolo, que é a confirmação que começará no próximo dia 4”, declarou Chicão. Segundo ele, o movimento é legal e busca assegurar o cumprimento das leis que regem o transporte rodoviário de cargas — normas que, afirma, não são aplicadas como deveriam.
Reivindicações do movimento
A pauta apresentada pelo grupo vai além do custo do diesel. Entre os principais pontos estão:
- estabilidade contratual, com maior previsibilidade nas relações de trabalho e pagamento de frete;
- cumprimento efetivo das leis existentes para o setor;
- revisão do marco regulatório do transporte de cargas, com atualização das normas que estruturam o setor;
- aposentadoria especial, com pedido de benefício após 25 anos de trabalho comprovado;
- segurança jurídica para os profissionais autônomos.
CNTA nega convocação
A Confederação Nacional dos Transportes Autônomos (CNTA), que reúne nove federações e 104 sindicatos e é considerada a representação mais ampla da categoria, rejeitou a convocação.
Em nota ao Movimento Econômico, a entidade afirmou:
“Representamos a categoria de forma total, através dos nossos mais de 100 sindicatos e federações espalhados por todo território nacional. Nenhuma de nossas entidades fez convocação de qualquer assembleia ou nos deu indícios de organização para movimento grevista.”
A CNTA disse monitorar o setor e informou não haver sinais de greve entre os caminhoneiros.
Cenário de incerteza no setor logístico
A divergência entre o protocolo formal da UBC e a negação da CNTA cria um clima de incerteza. Mesmo sem respaldo das maiores entidades, movimentos regionais ou independentes podem ganhar adesão espontânea — como já ocorreu em paralisações anteriores — e causar impactos significativos no abastecimento e no escoamento da produção.
Transportadoras e empresas que dependem da malha rodoviária federal estão em estado de alerta e devem intensificar o monitoramento nas principais vias do país a partir desta quinta-feira. O impacto real da paralisação dependerá do nível de adesão da base nos próximos dias.
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