Um homem de 40 anos, chefe de operações do centro de distribuição do Mercado Livre em Poços de Caldas, no Sul de Minas, foi preso nesta segunda-feira (14) suspeito de desviar celulares de alto valor para revendê-los ilegalmente. De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo estimado à empresa ultrapassa R$ 5 milhões.
Em coletiva à imprensa, o delegado Thiago Moreira detalhou que a investigação teve início há cerca de um mês, após representantes do Mercado Livre apresentarem documentos de auditoria interna que apontavam o sumiço de 557 aparelhos. “Identificamos sucessivos atos de lavagem de dinheiro decorrentes da revenda dos aparelhos ao longo de três anos em que ele ocupou essa função”, explicou o delegado.
Segundo a polícia, o suspeito aproveitava o acesso privilegiado aos sistemas internos da empresa para imprimir notas fiscais reais dos produtos, dando aparência de legalidade aos aparelhos vendidos. Dessa forma, compradores que adquiriram os celulares não sabiam que se tratavam de mercadorias desviadas.
Rede de revenda
Embora os detalhes sobre os compradores ainda estejam sendo levantados, as investigações apontam que os aparelhos eram revendidos tanto em Poços de Caldas quanto em cidades vizinhas. A polícia acredita que o esquema possa envolver outras pessoas, inclusive intermediários responsáveis por facilitar as vendas dos celulares no mercado paralelo.
“Agora vamos aprofundar a apuração para identificar eventuais cúmplices e rastrear o dinheiro movimentado nesse esquema. Há indícios de lavagem de dinheiro por meio de aquisição de bens e movimentações bancárias suspeitas”, afirmou Thiago Moreira.
A operação que resultou na prisão foi conduzida pela Delegacia Regional de Poços de Caldas. O investigado foi levado para o presídio local e responderá por furto qualificado, apropriação indébita e lavagem de dinheiro, cujas penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
Prejuízo e segurança
O Mercado Livre, maior plataforma de e-commerce da América Latina, não divulgou nota oficial sobre o caso até o fechamento desta reportagem, mas fontes ligadas à empresa informaram que medidas estão sendo tomadas para reforçar os sistemas de segurança e evitar novos desvios.
Especialistas em segurança digital afirmam que casos como esse expõem vulnerabilidades em processos internos de grandes empresas, especialmente quando funcionários de confiança têm acesso a sistemas sensíveis de logística e controle de estoque.
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