Em 2024, a falta de atenção de motoristas respondeu por 48,6% dos acidentes nas vias e rodovias mineiras, segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). Entre janeiro e setembro, foram 107.306 acidentes causados por distração, uma média de 400 ocorrências diárias. O uso do celular e a dispersão mental estão entre as principais causas, revelando o impacto da “síndrome do pensamento acelerado” no trânsito.
Cristiano Alexis, enfermeiro de 40 anos, é uma das vítimas dessa realidade. Ele foi atropelado em Belo Horizonte por um casal que se distraiu ao interagir com crianças no banco traseiro do carro. Com ferimentos graves, Cristiano passou por semanas de recuperação e lamenta a falta de atenção no trânsito: “Não adianta confiar em placas; o foco deve estar na movimentação dos motoristas”, afirmou.
O diretor da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra, critica o uso do celular ao volante e o aumento do período de renovação da CNH, ampliado para 10 anos em 2021, como fatores agravantes dos acidentes.
Alta de atendimentos no Hospital João XXIII
O Hospital João XXIII, referência no atendimento de politraumatismos em Minas Gerais, atendeu 8.044 vítimas de acidentes de trânsito até setembro, 22% a mais do que no ano anterior. Segundo a gerente do hospital, Daniela Fóscolo, a previsão é de um aumento de 30% até o fim de 2024, totalizando mais de 10 mil atendimentos.
Medidas e desafios para um trânsito seguro
A especialista em segurança no trânsito Roberta Torres defende que o governo deve assumir uma responsabilidade compartilhada para garantir vias seguras e sinalização eficaz. Em resposta, o governo mineiro destaca campanhas educativas e a operação “Sou pela Vida. Dirijo sem Bebida”, que visa reduzir acidentes e mortes através de blitzes e ações de conscientização.
As principais causas de acidentes incluem falta de atenção, má visibilidade e não manter distância segura, destacando a urgência de uma mobilização para a segurança nas estradas.
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