Diante de denúncias envolvendo assédio moral institucional, adoecimento de funcionários e clima organizacional opressivo na unidade de Belo Horizonte, a gestão da Rede Sarah lançou, nos dias 28 e 29 de julho, uma pesquisa anônima de satisfação entre os colaboradores, com foco em bem-estar no trabalho.
Pressão extrema e adoecimentos
Desde 2019, funcionários relataram um ambiente de trabalho marcado por coação, emaranhado de metas, intimidação e autoritarismo. Muitos adoeceram física e emocionalmente, gerando atestados médicos e altas taxas de funcionários se desligando ou saindo via acordo — consequência de um ambiente considerado tóxico pela categoria.
Consulta relâmpago e resultados questionáveis
A pesquisa, divulgada na sexta-feira à tarde para aplicação na segunda e terça seguintes, não foi comunicada de forma ampla — diversos colaboradores não souberam do instrumento a tempo de respondê-lo. Ainda assim, a gestão organizou palestras com lideranças sobre como aplicar feedback negativo sem que se torne assédio, sinalizando preocupação com os resultados.
Reclamações estruturais da equipe
Colaboradores destacam insatisfação com:
- Salários defasados e aumento aplicado de forma sigilosa;
- Direção autoritária e pouco empática;
- Cultura de performance a qualquer custo, sem valorização humana;
- Desfasse de compromisso com a missão de cuidar de vidas, transformada em cuidar de números.
Um funcionário relatou:
“Minhas maiores frustrações são com diretoras arrogantes, que focam em aumentar atendimento para se destacar, sem considerar o bem-estar da equipe.”
Denúncias no Reclame Aqui e falta de apuração interna
Paralelamente, usuários do Reclame Aqui publicaram relatos de negligência clínica e falta de comunicação por parte da instituição, como um caso de óbito silencioso de um familiar, sem registro ou resposta adequada por parte da unidade. A impunidade percebida reforça críticas ao modelo de gestão.
Contexto histórico e assédio institucional
A Rede Sarah já enfrenta condenações judiciais por assédio moral e prática antissindical, como decisões do Ministério Público do Trabalho e multa coletiva de R$ 500 mil por impedir a sindicalização e criar clima de terror na base hierárquica. Em BH, denúncias chegaram à Assembleia Legislativa de MG, apontando que a comissão interna de assédio, nomeada pela diretoria, é inócua, incapaz de receber queixas efetivas e responsabilizar os gestores acusados.
Especialistas confirmam os efeitos do autoritarismo institucional
Estudos recentes definem assédio moral institucional como práticas sistemáticas de controle psicológico, sobrecarga, desvios de função e superfiscalização, que geram adoecimento e adoecimento no ambiente de trabalho. No setor da saúde, casos semelhantes em hospitais do Rio de Janeiro comprovam que mais de 20% dos profissionais sofrem violência moral, especialmente promovida pelos superiores hierárquicos.
A pesquisa representa uma tentativa de mitigar a crise interna e mostrar disposição à mudança. No entanto, sem transparência nos resultados ou responsabilização efetiva das lideranças, o esforço pode ser percebido como insuficiente para ex-funcionários e sindicatos.
Para reverter o cenário, especialistas recomendam medidas como criação de canais independentes de denúncia, acompanhamento psicológico das vítimas, revisão das metas de produtividade e valorização real dos profissionais, não apenas em discurso, mas em prática institucional.
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