Foi sancionada e publicada no Diário Oficial de Minas Gerais no último sábado (2), a Lei nº 25.424/2025, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), que institui um novo marco regulatório para a inspeção e fiscalização de produtos de origem vegetal em todo o estado. A legislação tem como foco principal assegurar a qualidade e segurança sanitária de itens como frutas, grãos, hortaliças, cereais e seus derivados – inclusive os produzidos por meio de extrativismo, agricultura familiar e técnicas artesanais.
A medida passa a integrar a Política Estadual de Defesa Agropecuária (Pedagro) e estabelece que a fiscalização será conduzida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), responsável por aplicar sanções administrativas, realizar inspeções periódicas e garantir o cumprimento das normas de segurança alimentar.
Além disso, a lei cria o Serviço Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal de Minas Gerais, que atuará de forma articulada com o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e o Sistema de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sisbi-POV), em colaboração com órgãos como a Vigilância Sanitária e o SUS.
Regras e penalidades
O texto da lei estabelece 18 condutas proibidas durante o processamento, transporte e comercialização dos produtos de origem vegetal. Entre as sanções previstas estão autuações, apreensões cautelares, inutilização de produtos e aplicação de multas. Nos casos de produtos artesanais ou oriundos da agricultura familiar, as exigências poderão ser moduladas conforme normas técnicas específicas, a fim de não inviabilizar pequenos produtores.
Fiscais agropecuários e fiscais assistentes do IMA terão livre acesso a todos os estabelecimentos da cadeia produtiva para garantir o cumprimento da norma. A nova legislação não substitui as atribuições dos serviços de vigilância sanitária ligados ao SUS, mas atua de maneira complementar no controle da segurança alimentar.
Valorização da produção local
A regulamentação é comemorada por produtores e entidades do setor, que enxergam na medida uma forma de valorizar os produtos locais, garantir a rastreabilidade dos alimentos e ampliar o acesso a mercados mais exigentes, como grandes redes de supermercados e feiras especializadas.
A expectativa do governo é que a nova lei estimule boas práticas agrícolas, aumente a confiança do consumidor e contribua para o crescimento da economia rural, sobretudo em regiões com forte presença da agricultura familiar.
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