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Trump celebra cessar-fogo em Gaza e anuncia “um novo amanhecer no Oriente Médio” em discurso no Parlamento israelense

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ovacionado de pé nesta segunda-feira (13) ao discursar no Parlamento israelense (Knesset), em Jerusalém, após o anúncio da libertação dos últimos 20 reféns israelenses vivos mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza. O republicano classificou o cessar-fogo firmado na semana passada como “um amanhecer histórico de um novo Oriente Médio” e prometeu o apoio permanente de Washington à segurança de Israel.

“Após dois anos angustiantes na escuridão e no cativeiro, 20 reféns corajosos estão retornando ao glorioso abraço de suas famílias. Mais 28 entes queridos estão voltando para casa para descansar neste solo sagrado para sempre”, declarou Trump, aplaudido de pé pelos parlamentares. “Israel, com a nossa ajuda, conquistou tudo o que podia. Afastamos uma grande nuvem do Oriente Médio e de Israel.”

Fim da guerra ou apenas uma trégua?

Embora Trump tenha afirmado que “a guerra acabou”, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu manteve um tom mais cauteloso. Em discurso no domingo, o premier disse que o país “ainda enfrenta desafios de segurança”, indicando que o cessar-fogo é apenas o início de uma nova fase de negociações.

“Onde quer que tenhamos lutado, vencemos”, disse Netanyahu. “Mas a campanha não terminou. Alguns inimigos ainda tentam se reagrupar e atacar novamente.”

Mesmo assim, Netanyahu saudou Trump como “o maior amigo que Israel já teve na Casa Branca”. O presidente do Parlamento, Amir Ohana, foi ainda mais longe, chamando o americano de “um gigante da história judaica”.

Libertação dos reféns emociona Tel Aviv

Horas antes do discurso, o Hamas libertou os últimos 20 reféns vivos, sequestrados no ataque de 7 de outubro de 2023 — o episódio que deu início à guerra em Gaza. A libertação ocorreu em dois grupos, com apoio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), e provocou uma onda de emoção em Tel Aviv, onde milhares de pessoas se reuniram na chamada “Praça dos Reféns”.

“Esperamos 738 dias para dizer isso: bem-vindos à casa”, publicou o Ministério das Relações Exteriores de Israel na rede social X (antigo Twitter).

A libertação faz parte da primeira fase do acordo de trégua, que prevê a troca de 48 reféns israelenses (20 vivos e 28 mortos) por cerca de 2 mil prisioneiros palestinos detidos em Israel.

Cúpula do Egito busca garantir estabilidade

Após o discurso em Jerusalém, Trump seguiu para o Egito, onde presidirá ao lado do presidente Abdel Fatah al-Sisi a Cúpula de Sharm el-Sheikh, que reunirá cerca de 20 líderes mundiais, incluindo Emmanuel Macron, Mahmud Abbas e o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O encontro pretende firmar um documento de garantia internacional da trégua, assinado por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia — os principais mediadores do acordo.

Segundo fontes diplomáticas ouvidas pela imprensa local, o plano de reconstrução prevê uma fase de transição em que o Hamas será excluído da administração da Faixa de Gaza, substituído por um comitê palestino tecnocrático, supervisionado por uma autoridade internacional sob liderança americana.

Reconstrução e crise humanitária

Com o cessar-fogo, caminhões com ajuda humanitária começaram a entrar em Gaza no fim de semana. Moradores relataram a redução dos preços de alimentos e combustível, após meses de bloqueio e escassez. Ainda assim, a situação permanece crítica: segundo a ONU, mais de 67 mil pessoas morreram em dois anos de conflito, a maioria civis.

“Os mercados estão reabrindo, mas a destruição é total. As pessoas retornam a ruínas”, relatou Fatima Salem, moradora de Khan Yunis, ao jornal Haaretz.

Encontro com famílias de reféns

Antes de discursar, Trump se reuniu com familiares de vítimas e reféns israelenses, em um encontro organizado pelo Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas. “Ele deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz”, disse Ronen Neutra, pai de um dos reféns mortos.

Nas redes sociais, apoiadores israelenses celebraram a visita. Bonés vermelhos com os dizeres “Trump, o presidente da paz” foram distribuídos aos presentes na Knesset — uma alusão ao slogan de campanha “Make America Great Again”.


Contexto

A guerra Israel–Hamas, iniciada em 7 de outubro de 2023, deixou 1.219 mortos em Israel e mais de 67 mil mortos em Gaza, de acordo com dados das autoridades locais e da ONU. O acordo de trégua mediado por Trump é considerado o mais amplo desde o início do conflito e deve redefinir o equilíbrio político no Oriente Médio.

Leia mais: Trump celebra cessar-fogo em Gaza e anuncia “um novo amanhecer no Oriente Médio” em discurso no Parlamento israelense

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