O prejuízo acumulado dos Correios atingiu R$ 6 bilhões até setembro deste ano, quase três vezes mais que o rombo de R$ 2,1 bilhões registrado no mesmo período de 2024. Os dados constam nas demonstrações contábeis do terceiro trimestre, aprovadas nesta sexta-feira (28) pelo conselho de administração da estatal.
Segundo reportagem da CNN Brasil, o agravamento das contas é resultado de uma combinação de fatores: queda nas receitas operacionais, aumento expressivo das despesas e reconhecimento de novas obrigações judiciais e trabalhistas, que pressionaram ainda mais o balanço.
Empréstimo de R$ 20 bilhões
Com o cenário financeiro deteriorado, o governo federal articula a liberação urgente de um empréstimo de R$ 20 bilhões para impedir o colapso da empresa. As negociações — conduzidas com instituições financeiras públicas e privadas — já estão avançadas e contam com garantia do Tesouro Nacional.
A expectativa é que o acordo seja fechado na próxima semana, após ajustes finais para melhorar as condições da operação.
O crédito é considerado fundamental para a reestruturação dos Correios e para evitar que a estatal se torne dependente crônica de recursos do Tesouro, o que poderia pressionar ainda mais as contas públicas, especialmente no horizonte fiscal de 2026.
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