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A Ciência confirma: quer ficar mais inteligente? Leia livros!

Por Leila Krüger

Sem dúvidas o cérebro é a parte (ou o ente) mais intrincada, mais imprevisível e menos compreensível do corpo humano. Seu estudo ainda é repleto de mistérios e desafios. No entanto,  progressos em relação à sua atuação já foram e continuam sendo realizados, e neles temos algumas certezas. Como o fato de que, para “turbinar” nossas conexões cerebrais e, assim, nossa capacidade de pensar, interpretar e criar, há uma fórmula bastante simples: aprender coisas. Buscar conhecimento. Com certa frequência. Esse processo de galvanizar a inteligência humana

pelo estímulo cerebral ocorre a partir da neuroplasticidade (plasticidade neuronal).

Lendo livros, por exemplo, ou aprendendo novas línguas, enfim, e obtendo saberes intelectuais, estamos “fazendo musculação” com nosso cérebro. Gerando mais sinapses, que são ligações neuronais e ocorrem aos quadrilhões, a partir de 90 a 100 bilhões de neurônios ou mais — a média de cada pessoa, meio que o mesmo número de estrelas da nossa galáxia. Nosso cérebro não é metafísica e biologicamente incrível?

Enfim, podemos ficar mais inteligentes e espertos apenas utilizando mais vezes, e com mais intensidade (nada de exageros, é claro), seu órgão mais inteligente, e que representa em si a própria inteligência: o cérebro, através da neuroplasticidade que lhe é intrínseca.

Mas peraí. Vamos explicar melhor isso de “neuroplasticidade”. O que é, afinal?

NEUROPLASTICIDADE: MODIFICAÇÃO, CRESCIMENTO E REORGANIZAÇÃO DO CÉREBRO

Já é de priscas épocas a crença de que o cérebro de uma criança permanece como é, com poucas alterações após sua formação biológico-social. Hoje, a Ciência sabe a importância da neuroplasticidade ou plasticidade neuronal. Boa notícia para todos nós! Esse fenômeno cerebral dá ao nosso organismo (notadamente ao sistema neurológico) a capacidade de modificação de redes neuronais através do crescimento e da reorganização morfológica e funcional. Isso acontece em resposta a alterações do ambiente.

Então, apesar de os neurônios (até onde sabemos) não poderem sofrer divisão celular e não apresentarem estruturas e recursos fundamentais para se multiplicarem, há “uma luz no fim do túnel” para manter ou aprimorar nossas capacidades mentais: a neuroplasticidade.

Flexibilidade! Movimento! Mudança! Ante lesões ou prejuízos quaisquer no sistema nervoso, tanto no Sistema Nervoso Central (SNC) quanto no Sistema Nervoso Periférico (SNP), estes podem pedir “ajuda” à neuroplasticidade para fortalecer funções similares às originais.

Em suma, há dois tipos de neuroplasticidade: a funcional, em que o cérebro é capaz de mover funções de uma área lesionada para outra(s) não danificada(s); e a que, aqui, nos interessa mais: a neuroplasticidade estrutural, em que o cérebro possui a capacidade de mudar de fato sua estrutura, inclusive física, como resultado do aprendizado.

LER É SE TORNAR MAIS INTELIGENTE: COM TODAS AS LETRAS DOS LIVROS!

Aprender coisas novas, adquirir informações e treinar aptidões torna nosso cérebro — e nós mesmos, é claro — mais inteligentes.

Como já dissemos: ler livros, de ficção ou não, mantém nosso cérebro, independentemente da nossa idade, mais ativo. E, aliás, mantém-no realmente ativo! Além de, potencialmente, torná-lo cada vez mais desenvolvido.

Quer dizer: estar sempre aprendendo, descobrindo, vendo, lendo algo novo, é um Biotônico Fontoura para nossa massa encefálica. É capaz até de prevenir ou amenizar doenças neurológicas como Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla, ou TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo).

No fim, é aquilo: o que “alimentamos” cresce e se desenvolve; o que não “alimentamos”, ou não utilizamos muito, tende a se atrofiar. Vale para cada músculo do nosso corpo. Vale para cada neurônio do nosso cérebro.

“SE ACHA O SABICHÃO”

Muitas más línguas (e provavelmente maus cérebros) dizem por aí que “quem lê muito ou estuda muito se acha mais inteligente e é metido a sabichão”. É verdade que existe gente assim, pedante, exibida, afetada, petulante — e que não sejamos uma delas (um dos pendores da inteligência e da sabedoria, sabe-se desde a Grécia Antiga, é a humildade).

Só que, na verdade, realmente quem costuma ler e estudar (aprender constantemente) está, biologicamente, sob as lentes da Neurociência e da Psicologia, se tornando progressivamente mais inteligente, apto, adaptado e, finalmente, livre (se assim o permitir). É como ir abrindo um paraquedas de ideias, visões, opiniões, reflexões, conhecimentos e, sempre, questionamentos.

Aprender sempre tem níveis de dificuldade, e eles tendem a aumentar. Mas continue subindo os “degraus”; se não puder, por algum motivo, acrescente outros tipos de “escadas” ou aprendizados.

“LIVROS NÃO SÃO PARA MIM”

Talvez você seja daqueles ou daquelas que: “Não adianta, não gosto de ler, livros não são pra mim”. Se assim for, muito provavelmente não tentou vários tipos de literatura (como histórias em quadrinhos); ou não por tempo suficiente, de diferentes autores. Não erigiu o hábito de ler: se na infância, na adolescência ou mesmo agora, na idade adulta ou na terceira idade, não importa. Ainda pode criá-lo. E verá a diferença!

Nosso cérebro nunca precisa parar de criar hábitos e buscar conhecimentos. O hábito de ler regularmente é um excelente caminho para desenvolvimento pessoal e interpessoal.

Tente novas coisas. Criar o hábito de ler, por que nso? Começar algo novo quase sempre é dificultoso ou estranho, e exige resiliência. Não aceite tudo o que ouve e vê. Torne-se cada vez mais sagaz, busque fontes inéditas, de épocas distintas, tenha duas versões da vida. Quer dizer, forme suas próprias opiniões — e nisso perceberá uma manada manipulada que anda sempre para o mesmo lado e segue sempre as mesmas normas ou preceitos. Eles criticarão você. Não pensam por si mesmos.

Não siga o rebanho. É isso o que “eles” querem: ignorância e estagnação mental. Inclusive através de muito daquilo que nos é “empurrado” por aí na mídia, nos jornais e revistas, nos portais, na literatura e nas telas cinematográficas. Hoje, pode-se ler em telas ou offline, você escolhe.

LEIA E APRENDA!

Vamos lá: faça seu cérebro “malhar”. Não desista da “academia” na primeira semana, no primeiro mês… Garanto que até seu coração vai agradecer: quem sabe o quanto estão, emoções e razão, conectadas? A Inteligência Emocional (que nos faz “caber no mundo” e até “criar um mundo que nos comporte”, afamada na obra de Daniel Goleman) agradece.

Leia e sonhe. Sonhe e leia. Sonhe e faça. Escreva, por que não? Transporte-se para novas realidades internas, torne-as externas e reais. Viva, não apenas exista. Não pare de aprender. Eu teria muitos e muitos livros que achei ótimos para indicar a você, mas cada um tem seu gosto — e sua jornada de autodescoberta. Só aconselho que você tente cultivar este antiquíssimo e belíssimo hábito que é o da leitura, tão desprezado em nosso país que não investe em Educação.

Conhecer novas coisas nos torna, além de mais inteligentes e sabidos, mais interessantes e compreensivos. Literalmente mais vivos.

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