22.4 C
Belo Horizonte
InícioBrasil & MundoAtos de 1º de Maio são fragmentados, mas esquerda intensifica pressão pelo...

Atos de 1º de Maio são fragmentados, mas esquerda intensifica pressão pelo fim da escala 6×1

Os atos do Dia do Trabalhador em 2026 acontecem de forma descentralizada em diversas cidades brasileiras, refletindo uma estratégia da esquerda diante do receio de baixa adesão. Mesmo com a fragmentação, movimentos sociais e lideranças políticas apostam na mobilização pelo fim da escala 6×1 como principal pauta para pressionar o Congresso Nacional.

Em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, manifestações foram organizadas com foco na redução da jornada de trabalho. Na capital mineira, o ato ocorre na Praça Raul Soares, no Centro, reunindo trabalhadores e entidades sindicais.

Fim da escala 6×1 domina pauta trabalhista

A principal bandeira dos atos é o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com apenas um de descanso. A proposta já vinha ganhando força desde 2025 e, segundo levantamento do Datafolha, conta com apoio de 71% da população.

O tema também é prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recentemente enviou ao Congresso um projeto de lei para reduzir a jornada semanal para 40 horas, sem corte de salário. A proposta é considerada mais flexível que a PEC da escala 4×3, apresentada pela deputada Erika Hilton.

Estratégia política após derrotas no Congresso

A mobilização ocorre após uma semana de reveses para o governo no Legislativo, incluindo a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria.

Diante desse cenário, aliados do governo veem nos atos uma forma de aumentar a pressão popular sobre deputados e senadores, especialmente em ano eleitoral. A avaliação é que rejeitar propostas trabalhistas pode ter impacto negativo nas urnas.

Apesar disso, o presidente Lula optou por não participar das manifestações pelo segundo ano consecutivo, evitando desgaste político diante da possibilidade de baixa mobilização.

Atos descentralizados e presença de lideranças

Diferentemente de anos anteriores, quando havia maior concentração de público, os atos de 2026 foram distribuídos em diferentes pontos. No Rio de Janeiro, a expectativa é de maior concentração, com manifestação marcada na praia de Copacabana.

Já no ABC Paulista, berço político de Lula, o ato organizado por sindicatos reúne lideranças como ministros e parlamentares aliados, além de apresentações culturais.

Direita também convoca manifestação

Em um movimento menos comum para a data, grupos de direita também organizam ato na Avenida Paulista, em São Paulo. A mobilização reúne movimentos conservadores que defendem pautas opostas às da esquerda, como a manutenção da escala 6×1 e apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cenário de disputa nas ruas

Com agendas distintas e mobilizações simultâneas, o 1º de Maio de 2026 evidencia um cenário de disputa política nas ruas e no Congresso. Enquanto a esquerda aposta na pressão popular para avançar na pauta trabalhista, a fragmentação dos atos levanta dúvidas sobre o alcance das mobilizações neste ano.

Leia mais: Atos de 1º de Maio são fragmentados, mas esquerda intensifica pressão pelo fim da escala 6×1

Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui