Nesta terça-feira (14), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou nas redes sociais que apresentará um requerimento à Câmara dos Deputados para convidar a jornalista Michele Prado a prestar esclarecimentos sobre os ataques que sofreu e suas alegações de uma “milícia digital” criada pela primeira-dama, Janja. Michele Prado, que fazia parte do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), afirmou ter sido alvo de grupos de esquerda após corrigir informações relacionadas a uma pesquisa mencionada pela apresentadora Daniela Lima, da GloboNews.
Nikolas Ferreira ressaltou a importância de ouvir a jornalista sobre suas denúncias, que incluem alegações de “milícia digital” criada por Janja, “gabinete do ódio” e manipulação da opinião pública por meio de comunicação. “É de máxima importância ouvir e trazer luz a essas denúncias”, destacou o deputado.
Michele Prado anunciou em suas redes sociais que foi desligada do grupo de pesquisa da USP na segunda-feira (13), após desmentir uma informação divulgada por Daniela Lima. A apresentadora teria afirmado que “31% dos discursos antigovernamentais e anti-institucionais eram desinformação”, informação que Michele contestou, alegando que o grupo não havia classificado esses dados.
Além disso, a pesquisadora denunciou nas redes sociais que Janja teria criado uma “milícia digital” para manipular a opinião pública e influenciar o debate político. “Recomendo cuidado e atenção com a milícia digital criada pela primeira-dama, pois é um gabinete de ódio muito mais nocivo, virulento e preocupante”, escreveu Michele.
Após a repercussão das postagens, Nikolas Ferreira formalizou o convite para que Michele fosse ouvida pela Comissão de Comunicação da Câmara. Inicialmente, a pesquisadora recusou o convite, mas mudou de ideia e aceitou nesta quarta-feira (16). “Reconsiderei o convite para falar ao Congresso e aceitarei para esclarecer, baseada na verdade dos fatos, todas as informações a respeito do episódio e me defender das mentiras que a brutal campanha de cyberbullying contra mim – oriunda principalmente de setores da esquerda – tem disseminado nas redes”, declarou Michele em seu Instagram.
Michele Prado afirma ter sido alvo de cyberbullying após corrigir dados apresentados na mídia e pelo ministro Paulo Pimenta sobre as enchentes no Rio Grande do Sul. Ela contestou a afirmação de que 31% dos discursos antigovernamentais eram desinformação, explicando que o grupo de pesquisa não classificou os discursos dessa forma.
Diante das acusações e do impacto nas redes sociais, Michele bloqueou seu perfil no X (antigo Twitter) e proibiu comentários em suas postagens. A situação gerou críticas de ambos os lados do espectro político, tornando-se um dos assuntos mais comentados na rede social.




