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Juros no crédito consignado disparam

No primeiro mês completo de operação do novo modelo de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada, os juros médios dispararam para 59,1% ao ano em abril — alta expressiva em relação aos 44% registrados no mês anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central.

O crescimento de 148,7% na concessão de crédito nessa linha — que somou R$ 5,6 bilhões em abril — reflete o impacto inicial da nova modalidade lançada no fim de março pelo governo federal. No entanto, o aumento acentuado das taxas contraria a expectativa do Executivo, que projetava juros semelhantes aos do consignado para servidores públicos (26,3%) e beneficiários do INSS (24%).

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, os bancos têm avaliado maior risco nos trabalhadores CLT devido à possibilidade de demissão, o que justificaria o encarecimento do crédito. “Os bancos avaliaram que esse novo público tem condições de pagamento inferiores”, afirmou.

A promessa do governo é de que, com a plena operação da garantia via FGTS — que ainda não estava disponível em abril — os juros recuem. O modelo prevê o uso de até 10% do saldo no FGTS e 100% da multa rescisória como garantia em caso de inadimplência.

Além disso, a nova regra permite a migração de contratos e a portabilidade da dívida entre bancos, mecanismos que devem ganhar força com a integração à Carteira de Trabalho Digital, prevista para 6 de junho.

Apesar da escalada dos juros, o governo avalia que a medida vem gerando mudança estrutural no mercado de crédito. De acordo com o Ministério da Fazenda, cerca de 70% dos empréstimos têm sido usados para renegociação de dívidas, com queda de até um terço no valor das parcelas.

Ainda assim, o mercado reagiu com cautela. A taxa média do crédito pessoal não consignado, por exemplo, ficou em 106,2% ao ano em abril, evidenciando que, apesar dos avanços, o acesso ao crédito ainda é caro para a maioria dos brasileiros.

No acumulado, o saldo total do consignado privado alcançou R$ 45,3 bilhões — recorde da série histórica iniciada em 2011.

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