O senador Hamilton Mourão (Republicanos) criticou a intenção do governo Lula de realizar uma “comemoração” em relação aos eventos de 8 de janeiro, considerando essa atitude uma “exaltação ao nada”. Segundo Mourão, a tentativa de marcar o evento reforça a narrativa de um “suposto golpe impossível”, afirmando que não houve qualquer movimentação das tropas ou ameaças reais às autoridades da república. Ele considera que o governo foi incompetente ao não conseguir impedir as invasões de vândalos, e critica a esquerda, acusando-a de ser “mentirosa” e “insidiosa”, buscando dividir a nação.
Baixa Mobilização Social Preocupa o Planalto e o PT
Por outro lado, o governo Lula enfrenta dificuldades para mobilizar uma grande participação social nos atos programados para o dia 8 de janeiro, o que preocupa o Planalto e o PT. Apesar de planejarem três cerimônias oficiais com a presença dos Poderes, seguidas por um ato público na Praça dos Três Poderes, a adesão dos movimentos sociais tem sido baixa. Partidos da base governista e movimentos como MST e CUT estão se esforçando para atrair militantes, mas a resposta tem sido aquém do esperado.
O evento foi considerado fundamental para o governo, especialmente para a construção de imagem na segunda metade do mandato, a caminho das eleições de 2026. Apesar dos esforços de articulação, como o aluguel de ônibus para transporte de militantes, há uma percepção de que o evento não terá a mobilização de massa que o governo esperava.
Além disso, o temor de violência, exacerbado por episódios anteriores, como a explosão de um homem na Praça dos Três Poderes no final do ano passado, também contribui para a falta de adesão ao evento. Para alguns, a convocação de caravanas de filiados e militantes em um dia útil, no horário comercial, dificultou ainda mais a mobilização. A participação de Lula como anfitrião da cerimônia representa um papel central, e o governo acredita que o ato precisa ter uma grande presença para ser bem-sucedido.
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