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Por que Inteligência Artificial não é “inteligência” — mas poderá ser algum dia?

Stephen Hawking, provavelmente o maior físico do século XXI (um memorial) dizia que “inteligência é a capacidade de se adaptar às mudanças”. Para Sigmund Freud, ela é o único meio para dominar nossos instintos. Já para Antoine de Saint-Exupéry, autor de “O Pequeno Príncipe”, é o espírito, e não a inteligência, que conduz o mundo. Mais recentemente, Daniel Goleman criou a ideia (mas não o termo, que é mais antigo) de “inteligência emocional”. Quando penso em inteligência, em um sentido amplo e profundo, concordo com Goleman: não é apenas QI, mas a capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerirmos bem as emoções, tanto em nós mesmos quanto em nossos relacionamentos.

A moderna neurociência assume que a inteligência não se limita a uma questão biológica: envolve também a interação de fatores biopsicossociais, que podem ser aperfeiçoados ou não em cada ser humano. Assim, os processos intelectuais estão diretamente ligados a várias outras funções desenvolvidas pelos corpo humano, como, notavelmente, as emoções.

Inteligência não existe desconectada da emoção.

Você quer Ciência? Por exemplo, a formação do hipocampo do cérebro, um corpo mamilar junto à estrutura denominada “amígdala”, apresenta interligações entre funções cognitivas e emocionais. Memória e emoções são atividades diretamente relacionadas à inteligência.

Então, eu — e muitos especialistas — não consigo considerar a Inteligência Artificial (IA) uma inteligência de fato: ela busca simular o cérebro humano e as conexões neurais, mas é apenas simulação, e não há emoção. Há algoritmos. Programados por humanos. Que aprendem com humanos, mas não são humanos. Precisamos sempre nos lembrar disso, embora às vezes queiramos esquecer: IA é uma máquina. E máquinas não amam, sequer sentem.

MÁQUINAS SERÃO CAPAZES DE SENTIR UM DIA? “O HOMEM BICENTENÁRIO” DE ASIMOV

Um dos livros mais emocionantes que ja li — embora fininho e em linguagem simples — foi “O homem bicentenário” de Isaac Asimov, aquele mesmo que originou o célebre filme brilhantemente estrelado por Robin Williams em 1999. Nesse conto adaptado ao cinema, o robô Andrew (William) desenvolve emoções, criatividade e consciência ao longo de duzentos anos. Seu maior objetivo é ser reconhecido como humano, e daí temos temas como identidade, amor e a própria definição de humanidade. Andrew teve sentimentos, quis ser mortal porque sempre perdia quem gostava e ficava sozinho.

E, voltando a falar de inteligência: nada mais humano que ela. Que só subsiste com nossas paixões, nossas memórias, até nossas partes desconhecidas por nós mesmos.

O cérebro humano não é uma máquina, mas um organismo vivo fantástico, com uma média de 86 bilhões de neurônios, que fazem trilhões de transmissões sinápticas por segundo em todo o órgão. Um cérebro humano adulto abriga cerca de 100 trilhões a 1 quadrilhão de sinapses. Nossa galáxia tem, estima-se, entre 100 e 400 bilhões de estrelas: nosso cérebro é mais complexo que a Via Láctea. E é por essas e outras que eu acredito em Deus, e não em incontáveis acasos sem propósito entre tantos elementos de enorme complexidade.

ATÉ QUE PONTO AS MÁQUINAS PODERÃO SE TORNAR HUMANAS?  

Está é a grande questão que fica: se criamos as máquinas, até que ponto se parecerão conosco? Poderão ser movidas não apenas por raciocínio e aprendizagem, mas realmente ter aquilo que é mais humano — o livre-arbítrio, realmente livre, e ao mesmo tempo a particularidade de cada pessoa?

Há quem tema, e esse medo é antigo, que as máquinas vão dominar o mundo e subjugar a humanidade. Ainda assim, não significa que serão biologicamente inteligentes — tomarão decisões maquinais calcadas em parâmetros, inclusive a autopreservação.

No fim, nada mais humano, demasiado humano, que não ter respostas. E criar, inclusive máquinas. Criar coisas à nossa imagem e semelhança. Somos o que fazemos, e o que fazemos é o que somos. Mas é a humanização, pode mesmo ser inventado por seres humanos? Quando o dr. Frankenstein tentou, deu “vida” a algo que chamava de “monstro”, no livro de Mary Shelley.

Então, o que nos faz realmente humanos? O que nos desumaniza? Difícil dizer. Só sei que cada um de nós é um universo, com suas próprias estrelas e constelações e planetas.

Fato é que ainda sabemos pouco sobre o cérebro e o “ser” humano. Talvez nunca saibamos tanto assim, até porque não entenderíamos se tentássemos fazê-lo em nossa enigmática e imemorial condição humana. Não entender é ser humano.

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