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Brasil bate recorde de inadimplência em 2026 e mais de 81 milhões de pessoas estão com o nome negativado

Juros elevados, endividamento das famílias e crédito caro pressionam orçamento dos brasileiros; especialistas alertam que cenário pode piorar antes de melhorar.



O Brasil iniciou 2026 com um recorde histórico de inadimplência. Segundo dados da Serasa Experian, cerca de 81,2 milhões de brasileiros estão com o nome negativado, o que representa quase metade da população adulta do país.

O levantamento aponta que 49,7% dos adultos brasileiros possuem algum tipo de dívida em atraso, consolidando o maior nível desde o início das medições. No total, existem 327 milhões de débitos ativos, que somam aproximadamente R$ 524 bilhões em dívidas.

O valor médio devido por cada inadimplente gira em torno de R$ 6 mil, geralmente distribuído em várias contas ou parcelamentos acumulados ao longo do tempo.


Faixa economicamente ativa é a mais afetada

O perfil dos inadimplentes revela que o problema atinge principalmente quem está em idade produtiva. Cerca de dois terços das pessoas com dívidas em atraso têm entre 26 e 60 anos, faixa considerada economicamente ativa.

Especialistas afirmam que o fenômeno está relacionado ao aumento do custo de vida, à expansão do crédito nos últimos anos e ao acúmulo de parcelamentos, sobretudo em cartões de crédito, empréstimos pessoais e financiamentos.

Entre os principais tipos de dívida estão:

  • bancos e cartões de crédito (26%)
  • contas básicas como água, luz e gás (22%)
  • financeiras e empréstimos (cerca de 20%)

Juros elevados pressionam famílias

Outro fator apontado para o aumento da inadimplência é o nível elevado da taxa básica de juros. A taxa Selic chegou a cerca de 15% ao ano, encarecendo empréstimos, financiamentos e parcelamentos.

De acordo com dados do Banco Central do Brasil, a inadimplência média do sistema financeiro chegou a 4,2%, o maior nível desde o início da série histórica, em 2011.

Com os juros elevados, o custo do crédito disparou. Em algumas modalidades de crédito livre, as taxas cobradas pelos bancos ultrapassam 47% ao ano, dificultando o pagamento das parcelas e criando o chamado “efeito bola de neve” das dívidas.

Hoje, cerca de 30% da renda das famílias brasileiras está comprometida com pagamento de dívidas, reduzindo a capacidade de consumo e de poupança.


Empresas também enfrentam dificuldades

O problema não se restringe às famílias. O número de empresas inadimplentes também bateu recorde no país.

Dados da Serasa mostram que 8,9 milhões de empresas estão com dívidas em atraso, acumulando mais de R$ 210 bilhões em débitos.

Além disso, mais de 5,6 mil empresas estão em processo de recuperação judicial, tentando renegociar dívidas e evitar a falência.

Analistas apontam que o cenário é resultado de um período prolongado de juros altos, crédito restrito e desaceleração do crescimento econômico.


Cenário externo pode agravar crise

Especialistas também alertam que fatores internacionais podem pressionar ainda mais a economia brasileira. Tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, podem elevar o preço do petróleo no mercado internacional.

Caso o barril ultrapasse US$ 100, o impacto pode gerar uma nova onda de inflação global, obrigando bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo.

Nesse cenário, economistas avaliam que a inadimplência no Brasil pode continuar alta ao longo de 2026, com uma recuperação mais consistente apenas a partir de 2027.


Programas de renegociação tentam aliviar situação

Diante do cenário, iniciativas de renegociação de dívidas têm sido ampliadas. Mutirões nacionais como o Feirão Limpa Nome, promovido pela Serasa, oferecem descontos que podem chegar a 99% no valor das dívidas, buscando ajudar consumidores a limpar o nome e retomar o acesso ao crédito.

Ainda assim, especialistas destacam que a redução consistente da inadimplência depende principalmente de queda dos juros, aumento da renda real da população e maior estabilidade econômica.

Leia mais: Brasil bate recorde de inadimplência em 2026 e mais de 81 milhões de pessoas estão com o nome negativado

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