Mercado imobiliário da capital registra alta nos preços e crescimento das vendas de apartamentos de luxo
O mercado imobiliário de Belo Horizonte continua em alta em 2026. O preço médio dos imóveis residenciais na capital mineira chegou a R$ 689,9 mil no primeiro trimestre do ano, valor cada vez mais próximo da marca de R$ 700 mil.
Os dados são da pesquisa divulgada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação de Minas Gerais, que aponta aumento de 4% em relação à média registrada em 2025, quando apartamentos e casas foram comercializados por cerca de R$ 662,8 mil.
Segundo o presidente da entidade, Leirson Cunha, a valorização dos imóveis é impulsionada por fatores como aumento nos custos da construção civil, alta da mão de obra e escassez de novos lançamentos imobiliários na capital.
Venda de imóveis populares cai em BH
Apesar da valorização dos imóveis, o volume geral de vendas apresentou queda nos primeiros meses de 2026.
Entre janeiro e março, foram comercializadas 4.997 unidades residenciais em Belo Horizonte, redução de 9,3% em comparação ao mesmo período do ano passado.
A maior retração ocorreu nos apartamentos econômicos, com valor de até R$ 350 mil. Nesse segmento, as vendas despencaram 19,9%.
De acordo com o Secovi-MG, fatores como o Carnaval em fevereiro e a expectativa pelas mudanças no programa Minha Casa Minha Vida contribuíram para o adiamento de compras por parte dos consumidores.
Em abril, o governo federal ampliou os limites de renda e financiamento do programa, que agora atende famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil.
Mercado de luxo cresce em ritmo acelerado
Enquanto os imóveis populares perderam força, o segmento de super luxo registrou forte crescimento em Belo Horizonte.
As vendas de apartamentos avaliados acima de R$ 4 milhões aumentaram 31,8% no primeiro trimestre de 2026.
Segundo especialistas do setor, esse mercado é menos dependente de crédito imobiliário e sofre menor impacto das taxas de juros.
O levantamento também mostra que o preço médio do metro quadrado dos apartamentos econômicos subiu 18,3%, enquanto os imóveis de alto padrão tiveram queda média de 2,5% no valor do metro quadrado.
Veja os bairros com metro quadrado mais caro em BH
O bairro Belvedere lidera o ranking do metro quadrado mais caro da capital mineira, com valor médio superior a R$ 27 mil.
Bairros mais caros de Belo Horizonte
- Belvedere — R$ 27.271,64/m²
- Santo Agostinho — R$ 25.834,83/m²
- Santa Lúcia — R$ 24.616,29/m²
- Anchieta — R$ 20.456,25/m²
- Funcionários — R$ 19.893,10/m²
- Cachoeirinha — R$ 18.867,22/m²
- Comiteco — R$ 18.181,82/m²
- Cruzeiro — R$ 18.103,05/m²
- Lourdes — R$ 18.062,68/m²
- São Bento — R$ 17.298,70/m²
Regiões com imóveis mais baratos também registram valorização
O levantamento aponta ainda os bairros com menor valor médio por metro quadrado em Belo Horizonte.
Bairros com metro quadrado mais barato
- Pousada Santo Antônio — R$ 3.094,45/m²
- Califórnia — R$ 3.134,30/m²
- Marajó — R$ 3.139,58/m²
- Lagoinha — R$ 3.168,79/m²
- Céu Azul — R$ 3.254,47/m²
- Cardoso — R$ 3.264,84/m²
Escassez de lançamentos pressiona preços na capital
Especialistas do setor avaliam que a limitação territorial de Belo Horizonte e a redução de áreas disponíveis para novos empreendimentos seguem pressionando os preços dos imóveis.
Além disso, o aumento nos custos da construção civil e da mão de obra também influencia diretamente o valor final das unidades residenciais comercializadas na capital mineira.
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