A paralisação dos garis que atuam na coleta de lixo em Belo Horizonte foi mantida por tempo indeterminado nesta segunda-feira (19/1). Cerca de 180 trabalhadores, contratados pela Sistemma Serviços Urbanos, afirmam que só retornarão às atividades após a abertura de uma mediação formal para discutir reivindicações relacionadas a condições de trabalho, saúde e segurança.
Segundo os trabalhadores, apenas no primeiro dia de interrupção, cerca de 800 toneladas de resíduos deixaram de ser recolhidas nas regionais Leste, Nordeste e Noroeste da capital. A mobilização ocorreu em frente à sede da empresa, no Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, no bairro São Gabriel.
Reivindicações dos trabalhadores
Entre as principais queixas estão atrasos no depósito do FGTS, ausência de convênio médico, redução do quadro de funcionários e sucateamento da frota, o que, segundo os garis, tem provocado jornadas excessivas e colocado a segurança das equipes em risco.
De acordo com Edgard de Freitas, um dos organizadores do movimento, dos 32 caminhões destinados às três regionais, seis estão parados na garagem e outros dois aguardam peças, com manutenção que se arrasta por semanas. “Caminhão quebrado coloca nossa vida em risco”, afirmou.
O gari Geraldo Magela, de 29 anos, relata que a falta de veículos e pessoal obriga as equipes a cobrir rotas extras após o horário normal, sob ameaça de punições. “Se não fizer reforço, tiram o ticket-alimentação”, denunciou.
Outro ponto sensível é a falta de plano de saúde. Segundo Laender Rodrigues, de 25 anos, já houve casos graves entre trabalhadores. “Tivemos colega que morreu do coração. Ele corria atrás do caminhão sem nunca ter feito exame preventivo”, disse. Ele também afirma que equipes que deveriam ter quatro garis estão operando com apenas três.
Denúncias de assédio e impactos à saúde
Áudios e relatos obtidos pela imprensa indicam assédio, coação e impactos à saúde física e mental dos trabalhadores. Garis relatam ameaças de demissão, inclusão em uma suposta “lista negra”, cancelamento de férias sem aviso, falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e advertências mesmo quando os equipamentos não são fornecidos.
Há ainda denúncias de motoristas com princípio de infarto em razão do estresse e da sobrecarga. Vídeos mostram caminhões em más condições, com peças soltas e panes durante o trajeto.
Prefeitura acompanha; empresa contesta
A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) informou que acompanha a situação e afirmou estar adimplente com todas as obrigações contratuais junto à empresa.
Em nota, a Sistemma Serviços Urbanos declarou que foi surpreendida pela paralisação e alegou que o movimento não seguiu formalidades legais, não foi conduzido por entidade sindical e pode ter sido instigado por terceiros. A empresa afirma cumprir rigorosamente as normas, fornecer EPIs e organizar equipes e rotas sob fiscalização do poder público.
A prestadora informou ainda que montou uma escala emergencial para tentar minimizar os impactos e que segue apurando os fatos para identificar responsabilidades, enquanto solicita a normalização dos serviços “dentro dos limites operacionais disponíveis”.
Sem acordo até o momento, a paralisação segue e o acúmulo de lixo preocupa moradores das regiões afetadas, enquanto trabalhadores cobram soluções imediatas para o que classificam como condições precárias de trabalho.
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