As chuvas históricas que atingiram a Zona da Mata mineira entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24) deixaram 31 mortos, 38 desaparecidos e milhares de pessoas fora de casa, segundo balanço atualizado das autoridades. As cidades mais atingidas foram Juiz de Fora e Ubá, onde bairros inteiros ficaram cobertos por lama após enchentes e deslizamentos.
O levantamento reúne dados do Governo de Minas, das prefeituras e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. As equipes de resgate continuam trabalhando sem interrupção na tentativa de localizar desaparecidos.
Mortes e desaparecidos
Até a noite de terça-feira (24), foram confirmadas:
Juiz de Fora
- 25 mortes
- 36 pessoas desaparecidas
- Cerca de 3.000 desabrigados e desalojados
Ubá
- 6 mortes
- 2 desaparecidos
- 14 desabrigados
- 46 desalojados
As buscas pelas 38 pessoas desaparecidas continuaram durante toda a madrugada desta quarta-feira (25). Segundo o Corpo de Bombeiros, os trabalhos seguem dentro dos protocolos de segurança devido ao risco de novos deslizamentos.
Buscas entram no segundo dia
Ao menos 62 militares do Corpo de Bombeiros atuam em várias frentes de trabalho, principalmente em áreas com registro de soterramentos.
Em Juiz de Fora, as equipes trabalham em locais críticos como:
- Parque Lamonier – deslizamento atingiu 12 casas e deixou cerca de 20 pessoas soterradas
- Vila Ideal – casal de idosos soterrado
- Bairro Paineiras – soterramento de uma família de cinco pessoas
As buscas continuam ininterruptamente desde o desastre.
Vítimas incluem crianças
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, todas as mortes ocorreram em decorrência de soterramentos. Entre as vítimas estão:
- Cinco crianças entre 2 e 11 anos
- Dois adolescentes de 13 anos
- Adultos entre 22 e 60 anos
- Idosos entre 63 e 77 anos
A Polícia Civil iniciou a liberação dos corpos para as famílias e trabalha na identificação das vítimas ainda não reconhecidas. Parte dos sepultamentos começou nesta quarta-feira (25).
Chuva histórica
A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, informou que o município registrou cerca de 190 milímetros de chuva em poucas horas e 584 milímetros acumulados no mês, volume muito acima da média histórica.
Em Ubá, o temporal chegou a 170 milímetros em aproximadamente três horas e meia, provocando a maior inundação dos últimos anos.
Impactos nas cidades
Além das mortes, o temporal provocou:
- Deslizamentos de encostas
- Casas destruídas
- Ruas cobertas por lama
- Pontos de alagamento
- Interdição de vias
- Suspensão das aulas
Muitas famílias perderam praticamente todos os bens e dependem agora de abrigos públicos ou da ajuda de parentes.
Situação ainda é crítica
Autoridades alertam que o solo permanece encharcado, o que mantém alto o risco de novos deslizamentos. A recomendação é que moradores de áreas de encosta deixem suas casas ao menor sinal de movimentação de terra ou surgimento de rachaduras.
A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros continuam monitorando a situação, enquanto o governo estadual organiza ações de assistência às famílias atingidas. A expectativa é de que novos balanços sejam divulgados ao longo do dia.
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