A Câmara Municipal de Belo Horizonte pode votar em definitivo, nesta quarta-feira (11), o projeto de lei que autoriza e regulamenta a internação involuntária de dependentes químicos na capital mineira. A proposta, considerada polêmica, divide opiniões entre vereadores, especialistas e movimentos sociais.
O texto é de autoria do vereador Braulio Lara e prevê que o poder público municipal possa providenciar a internação de usuários de drogas quando houver laudo médico apontando risco à integridade física do próprio dependente, de terceiros ou da coletividade.
A votação final está prevista para a reunião do plenário Amintas de Barros, marcada para as 14h30.
Para ser aprovado em segundo turno, o projeto precisa de pelo menos 21 votos favoráveis. Caso passe pelo plenário, seguirá para sanção ou veto do prefeito Fuad Noman.
Projeto já passou pela primeira votação
O projeto foi aprovado em primeiro turno em outubro de 2025, após intensos debates no plenário. Na ocasião, recebeu 27 votos favoráveis e 10 contrários.
Pelo texto, a internação involuntária poderá ser solicitada:
- por familiares do dependente químico;
- ou, na ausência deles, por profissionais das áreas de saúde ou assistência social do município.
Em todos os casos, a medida precisa obrigatoriamente de avaliação e laudo médico.
Segundo o autor da proposta, a iniciativa busca ampliar a capacidade de resposta do poder público diante de situações graves envolvendo dependência química nas ruas da capital.
“A proposta permite que o poder público atue de forma mais eficaz no amparo a essas pessoas, evitando situações de abandono, degradação e risco social”, afirmou o vereador.
Texto recebeu emendas antes da votação final
Durante a tramitação em segundo turno, o projeto recebeu oito emendas, analisadas pelas comissões da Câmara.
Entre as principais alterações estão:
- a exigência de que alternativas de tratamento ambulatorial sejam esgotadas antes da internação;
- a obrigatoriedade de comunicação aos órgãos competentes sobre o procedimento;
- a definição de prazo máximo de 90 dias para a internação.
O texto também permite que familiares ou representantes legais solicitem a interrupção do tratamento a qualquer momento, mediante avaliação médica.
Debate sobre internação involuntária divide especialistas
A discussão sobre internação involuntária de dependentes químicos é um tema sensível e já aparece na legislação nacional. A Lei nº 13.840 de 2019, que alterou a política nacional sobre drogas, permite esse tipo de internação em situações específicas, desde que haja avaliação médica e comunicação ao Ministério Público.
Na capital mineira, o projeto tem provocado divergências desde o início da tramitação. Parlamentares contrários defendem que o tratamento da dependência química deve ser priorizado como política de saúde pública baseada em acompanhamento ambulatorial, redução de danos e reinserção social.
O tema já motivou duas audiências públicas na Câmara, com participação de especialistas em saúde mental, representantes de movimentos sociais e familiares de dependentes químicos.
Leia mais: Câmara de BH pode votar nesta quarta projeto que autoriza internação involuntária de dependentes químicos
Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




