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Conta de luz pode subir até 10% após leilão bilionário de energia; Aneel adia homologação

Leilão de termelétricas é alvo de ações judiciais e pode gerar impacto de até R$ 800 bilhões nas tarifas de energia elétrica no Brasil

Os reajustes nas contas de luz já preocupam milhões de brasileiros em 2026, e um novo impasse no setor elétrico pode elevar ainda mais o custo da energia no país. A Agência Nacional de Energia Elétrica adiou a homologação do Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCap 2026), certame que contratou usinas termelétricas por até 15 anos e que é apontado por entidades da indústria como um possível fator de pressão sobre as tarifas.

Segundo estimativas do setor, o impacto financeiro do leilão pode variar entre R$ 515 bilhões e R$ 800 bilhões ao longo dos contratos. Na prática, especialistas e representantes da indústria calculam que a medida poderá provocar aumento de até 10% na conta de luz dos consumidores residenciais e até 20% para o setor industrial.

O certame realizado em março está cercado de questionamentos judiciais e investigações em órgãos como Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União.

Reajustes já atingem 35 milhões de consumidores

Antes mesmo da polêmica envolvendo o LRCap 2026, consumidores brasileiros já enfrentavam altas expressivas nas tarifas de energia. Levantamento divulgado pela CNN aponta que cerca de 35 milhões de unidades consumidoras terão reajustes ainda no primeiro semestre deste ano.

Em vários estados, os aumentos superam a inflação e chegam próximos de 20%. Distribuidoras de grande porte concentram os maiores reajustes, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

Entre os principais fatores para a alta estão:

  • aumento dos encargos setoriais;
  • custos de transmissão;
  • acionamento de termelétricas;
  • crescimento da Conta de Desenvolvimento Energético, fundo que subsidia políticas públicas do setor elétrico.

Termelétricas estão no centro da polêmica

O leilão contratou 18,9 gigawatts (GW) de potência, principalmente de usinas termelétricas movidas a gás natural. Essas unidades não produzem energia continuamente, mas ficam disponíveis para acionamento emergencial pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico em momentos de risco para o sistema elétrico.

O problema, segundo entidades industriais, é que a geração por termelétricas é mais cara e mais poluente do que outras fontes, como hidrelétricas, solar e eólica.

As críticas aumentaram após a elevação dos preços-teto do leilão cerca de 72 horas antes do certame. O valor para contratação de termelétricas existentes chegou a R$ 2,25 milhões por megawatt ao ano, enquanto novas usinas poderão receber até R$ 2,9 milhões por MW/ano.

Fiesp e Fiemg questionam modelo do leilão

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ingressou na Justiça Federal pedindo a suspensão do leilão, alegando irregularidades na modelagem do certame.

Já a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais defende a não homologação do processo e questiona:

  • o volume de energia contratado;
  • os prazos longos dos contratos;
  • os preços definidos;
  • e a baixa concorrência entre os participantes.

Segundo a entidade mineira, a necessidade real do sistema elétrico seria de cerca de 10 GW, quase metade dos 18,9 GW contratados.

Outro ponto criticado é a duração dos contratos, que chegam a 15 anos. Para a Fiemg, contratos emergenciais deveriam ter duração menor, entre três e cinco anos.

Governo defende medida para evitar apagões

O governo federal argumenta que a contratação das usinas é necessária para garantir segurança energética e reduzir o risco de apagões no Sistema Interligado Nacional.

O Ministério de Minas e Energia informou que estuda antecipar a operação de algumas termelétricas previstas inicialmente apenas para 2027 e 2028. Caso isso aconteça, os custos poderão chegar às tarifas ainda em 2026.

Conta de luz seguirá pressionada

Especialistas avaliam que o consumidor deve continuar sentindo pressão nas tarifas nos próximos meses, especialmente devido à combinação de:

  • encargos setoriais elevados;
  • investimentos em infraestrutura;
  • contratação de energia de reserva;
  • e maior dependência de termelétricas.

Com a homologação do leilão suspensa, o futuro do LRCap 2026 dependerá agora das decisões judiciais e das análises técnicas conduzidas pelos órgãos de controle.

Leia mais: Conta de luz pode subir até 10% após leilão bilionário de energia; Aneel adia homologação

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