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Empresária Liliane Martins destaca força do mercado imobiliário e impacto do terceiro setor no podcast “Ordem e Voz”

A trajetória empresarial começou de forma inusitada. Recém-formada e com apenas R$ 20 no bolso, Liliane recebeu a proposta de assumir uma pequena imobiliária em Sarzedo.

A empresária Liliane Martins, referência no mercado imobiliário de Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi a convidada do podcast “Ordem e Voz”, promovido pela Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira. Em uma conversa marcada por relatos pessoais, visão estratégica e responsabilidade social, ela falou sobre crescimento urbano, desafios da profissão, terceiro setor e propósito de vida.

À frente da Lar Sarzedo Imóveis há dez anos, Liliane construiu uma trajetória que começou com apenas R$ 20 e um sonho — e hoje a coloca entre as principais corretoras do município.


Reajuste de aluguéis e cenário econômico

Logo no início da entrevista, a empresária comentou sobre os reajustes anuais dos contratos de locação. Em Belo Horizonte, segundo dados mencionados no programa, os aluguéis registraram aumento médio de cerca de 15% no último ano, percentual acima da inflação oficial.

“Hoje a gente usa o IPCA como indexador. Já usamos muito o IGP-M. Isso impacta diretamente o bolso do inquilino e também o planejamento do investidor”, explicou.

O IPCA, índice oficial de inflação do país, tem sido preferido nos contratos mais recentes após a forte volatilidade do IGP-M nos últimos anos. Para Liliane, compreender os indicadores econômicos é fundamental tanto para proprietários quanto para locatários.


Terceiro setor e o valor do tempo

Liliane relatou que conheceu a Ordem durante a pandemia e passou a se envolver mais ativamente em ações sociais. Ela destacou a importância de instituições do terceiro setor, como a APAE, o Rotary International e o Lions Clubs International.

Segundo a empresária, essas entidades suprem lacunas que o Estado muitas vezes não consegue atender sozinho, especialmente no cuidado com idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Durante uma visita a um lar de idosos em Santa Luzia, ela viveu um momento marcante: uma senhora acreditou que um dos voluntários era seu filho e perguntou por que ele havia demorado tanto a visitá-la.

“Foi muito emocionante. A gente acha que está fazendo uma visita simples, mas para eles aquilo significa amor”, contou.

Para Liliane, doar tempo é o gesto mais valioso que alguém pode oferecer. “Tempo é a única coisa que não se compra.”


De R$ 20 à consolidação no mercado

A trajetória empresarial começou de forma inusitada. Recém-formada e com apenas R$ 20 no bolso, Liliane recebeu a proposta de assumir uma pequena imobiliária em Sarzedo. Sem capital para manter um ponto comercial, transferiu a operação para dentro de casa — origem do nome Lar Sarzedo Imóveis.

O primeiro desafio foi estrutural: a antiga proprietária levou a impressora. A solução veio com criatividade. Negociou 50% da primeira comissão de locação — prática incomum à época, quando o padrão era 10% — e utilizou o valor para comprar o equipamento.

“Eu só tinha 20 reais e um sonho”, relembrou.


Mercado mineiro e a força da confiança

Liliane destacou uma característica marcante do mercado imobiliário em Minas Gerais:

“O mineiro compra por indicação ou por confiança construída. Ele não fecha negócio apenas pelo anúncio.”

Ela comparou o modelo brasileiro ao dos Estados Unidos, onde a intermediação imobiliária é obrigatória. No Brasil, o proprietário pode vender diretamente ou anunciar em várias imobiliárias ao mesmo tempo, o que aumenta a competitividade.

Para a empresária, o pós-venda é determinante para a reputação. Ela relatou o caso de uma cliente insatisfeita quatro anos após a compra do imóvel. Liliane decidiu devolver a comissão recebida para ajudar na solução do problema. Dias depois, a cliente utilizou o valor para reformar a casa e desistiu da venda.

“Dinheiro é importante, mas não está acima dos meus valores.”


Crescimento urbano e valorização em Sarzedo

Liliane afirma que Sarzedo vive um ciclo de expansão, com novos empreendimentos e melhorias de infraestrutura. Ela cita avanços em acessos estratégicos, como a MG-040 e a BR-381, que facilitam o deslocamento para Belo Horizonte e cidades vizinhas.

A empresária também elogiou decisões urbanísticas que priorizam qualidade de vida. Segundo ela, o município exige metragem mínima de 60 m² para novos empreendimentos residenciais — medida que, na visão dela, busca evitar adensamento excessivo e sobrecarga em serviços públicos.

“O investidor não ganha só no aluguel. Ele ganha na valorização do imóvel ao longo do tempo.”

Ela ainda destacou o crescimento da demanda por imóveis mobiliados, que podem alcançar rentabilidade próxima de 1% ao mês, acima da média tradicional entre 0,4% e 0,7%.


Novo perfil de moradia: flats e vida solo

Outra tendência apontada foi o aumento da procura por imóveis compactos, especialmente por pessoas que optam por morar sozinhas.

Liliane anunciou o início das obras do primeiro conjunto de flats de Sarzedo, com 14 unidades de aproximadamente 20 m², totalmente mobiliadas.

“O mundo está descobrindo que estar sozinho não é solidão, é solitude.”

Segundo ela, o modelo atende a um perfil que busca mobilidade, praticidade e menos apego a bens materiais.


Educação financeira e instabilidade da profissão

A empresária também alertou para a necessidade de educação financeira no setor imobiliário. Como a remuneração do corretor depende do fechamento dos negócios, há meses de alta receita e outros de baixa movimentação.

“Tem corretor que é rico e pobre ao mesmo tempo. Ganha muito em um mês e gasta tudo. No outro, não vende nada.”

Para ela, manter reserva financeira é essencial, especialmente diante de períodos em que bancos reduzem a liberação de crédito imobiliário.


Tecnologia e atendimento humanizado

Liliane investiu em plataformas digitais e inteligência artificial para agilizar atendimentos, inclusive fora do horário comercial. Ainda assim, defende o contato humano como diferencial.

“A tecnologia ajuda, mas o cliente quer sentir que tem alguém responsável ali.”

Hoje, a imobiliária conta com quase dez colaboradores e lidera o ranking de locações na cidade.


Serviço como propósito

Ao longo da entrevista, a empresária reforçou que prosperidade e propósito caminham juntos.

“Não há quem doe uma rosa sem que um pouco do perfume fique na própria mão.”

Para Liliane, vender imóveis é mais do que fechar contratos — é participar de decisões que impactam diretamente a qualidade de vida das pessoas.

“Minha missão é ajudar o outro a viver melhor. O dinheiro é consequência.”

O episódio reforça o papel do empreendedor como agente de transformação econômica e social, especialmente em cidades em expansão como Sarzedo, onde mercado imobiliário, planejamento urbano e responsabilidade comunitária caminham lado a lado.

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