O Governo de Minas Gerais confirmou nesta quinta-feira (23) que acompanha, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), “todas as questões relacionadas a possíveis conexões entre facções criminosas” que atuam no estado. O posicionamento foi divulgado após a circulação de um comunicado anônimo nas redes sociais que fala sobre uma suposta união entre quatro organizações criminosas: o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Terceiro Comando Puro (TCP), a Família Anjo Rebelde (A-R) e a Tropa do Douglas (TDD).
De acordo com a Sejusp, as forças de segurança estaduais mantêm monitoramento permanente sobre a atuação de facções e a cooperação entre os grupos. O trabalho é conduzido pelo Sistema Estadual de Inteligência de Segurança Pública (SEISP), que integra Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Ministério Público, Tribunal de Justiça e a Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase).
Somente em 2024, segundo a secretaria, 360 criminosos ligados a facções — o equivalente a quase um por dia — foram recapturados por meio da articulação entre os órgãos.
🔹 Isolamento de líderes e bloqueio de comunicação nas prisões
Em nota, o governo informou que implementou uma “rígida política de isolamento” de integrantes do crime organizado em unidades prisionais especiais, com monitoramento contínuo e operações de revista para impedir comunicações externas e novos rituais de associação criminosa.
O Estado também mantém o Centro Integrado de Inteligência Cibernética (Ciberint), que faz o rastreamento digital de membros de facções em redes sociais e aplicativos.
Além disso, em 2024 foi criado o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (GERCO), uma força-tarefa entre a Sejusp e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que já realizou prisões de integrantes do Comando Vermelho (CV) e desarticulou lideranças criminosas em operação conjunta com o Ministério Público.
“Essas medidas visam enfraquecer o crescimento e o poder de articulação de grupos criminosos no estado”, afirmou a Sejusp em nota oficial.
🔸 Entenda o comunicado que circula nas redes sociais
O texto divulgado nas redes — sem assinatura — afirma que as quatro facções teriam firmado um pacto de “paz, justiça, união e liberdade”, decretando o fim das divisões internas entre seus integrantes “na rua ou na cadeia”.
Trechos do comunicado pregam a união em nome da “força coletiva”, afirmando que “a era da divisão terminou”. O documento sugere ainda a criação de uma frente comum para “fortalecer ações conjuntas” e “garantir a paz entre os aliados”.
Apesar de ser tratado como uma novidade, especialistas em segurança pública e fontes da inteligência mineira afirmam que a cooperação entre PCC, TCP e Anjo Rebelde não é nova — o que muda seria apenas a adesão da facção TDD (Tropa do Douglas) ao grupo.
“Essas organizações sempre tiveram pontos comuns. Se a união for verdadeira, é mais uma reafirmação de colaboração, e o impacto tende a ser maior nas ruas, já que nas cadeias o monitoramento é constante”, explicou uma fonte ligada ao combate ao crime organizado, sob anonimato.
⚖️ Quem são as facções citadas
➡ Primeiro Comando da Capital (PCC)
Criado em 1993 na Casa de Custódia de Taubaté (SP), o grupo se expandiu para todo o país, controlando o tráfico de drogas, contrabando de armas e lavagem de dinheiro. Em Minas, sua presença foi identificada nos anos 2000, quando passou a disputar território dentro e fora do sistema prisional.
➡ Terceiro Comando Puro (TCP)
Surgiu no Rio de Janeiro no início dos anos 2000, após cisão interna do antigo Terceiro Comando. Em Belo Horizonte, o TCP se estabeleceu por volta de 2020, principalmente no Cabana do Pai Tomás, na região Oeste, mantendo aliança com o PCC e rivalidade com o Comando Vermelho (CV).
➡ Família Anjo Rebelde (A-R)
Fundada em Sarzedo, teria como criador Dalmo “Rebelde”, um dos criminosos mais procurados de Minas. O grupo mantém alianças com o PCC e atua em Belo Horizonte e região metropolitana.
➡ Tropa do Douglas (TDD)
De menor expressão, a facção seria liderada por Douglas Azevedo, o “Mancha”, foragido e supostamente refugiado na Bolívia. Ele ficou conhecido por ter enganado o sistema de monitoramento ao colocar uma tornozeleira eletrônica em um macaco de pelúcia, em Escarpas do Lago (MG).
🔍 Monitoramento reforçado
A Sejusp afirmou que o Igesp (Integração da Gestão em Segurança Pública) — metodologia criada pela pasta — garante a integração entre as forças policiais e de inteligência para atuação coordenada em Zonas Quentes de Criminalidade (ZQC), especialmente nas Regiões Metropolitanas e do Triângulo Mineiro, onde há maior risco de expansão de facções.
O governo não confirmou a autenticidade do comunicado que menciona o pacto, mas reforçou que mantém vigilância permanente sobre qualquer tentativa de articulação entre grupos criminosos em Minas Gerais.
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