Mais um episódio da disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas no Barreiro, em Belo Horizonte, terminou com quatro suspeitos detidos pela Polícia Militar na noite dessa segunda-feira (19/1). A ocorrência foi registrada na Praça Aquário, área de convivência frequentada por moradores, incluindo crianças, e reacendeu o alerta sobre a escalada da violência nas comunidades da Vila Cemig e do Conjunto Esperança.
Segundo a PM, as equipes foram acionadas após denúncias de disparos de arma de fogo na praça. No local, os militares encontraram cápsulas deflagradas de calibres 9 mm e .380, mas os autores já haviam fugido. A grande movimentação de pessoas no momento dos tiros aumentou o risco de vítimas.
Durante o rastreamento, os policiais localizaram um homem que havia sido alvo dos disparos. Ele estava em casa, bastante abalado, e relatou que conseguiu escapar sem ser atingido, apresentando apenas escoriações provocadas pela fuga. Inicialmente, a vítima evitou apontar os responsáveis por medo de represálias, mas depois indicou um possível endereço ligado aos suspeitos.
A partir da informação, a PM foi até a residência indicada. Um homem abordado afirmou que não havia mais ninguém no imóvel, porém os militares flagraram dois indivíduos fugindo pelo telhado. Após o cerco, três suspeitos foram detidos e confessaram participação no ataque. Eles também informaram onde estariam escondidas as armas e indicaram um quarto envolvido, localizado em seguida.
Na operação, a polícia apreendeu armas de fogo, drogas e uma motocicleta com registro de furto. Um dos detidos apresentava escoriações, mas recusou atendimento médico. Os quatro envolvidos — com idades de 16, 17, 22 e 24 anos — foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil, onde devem responder por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e receptação.
Clima de insegurança persiste
As prisões ocorrem em meio a um ambiente de tensão e medo nas comunidades do Barreiro. Nos últimos dias, mensagens anônimas atribuídas a criminosos passaram a circular em redes sociais e grupos de WhatsApp, impondo regras para quem circula pela região. Em um dos comunicados, motoristas são orientados a abaixar o farol e acender a luz interna dos veículos ao entrar nas comunidades, sob ameaça de serem tratados como suspeitos.
A escalada da violência se intensificou desde 4 de dezembro, quando um ataque a tiros em uma quadra deixou dois mortos e nove feridos. Desde então, outros tiroteios foram registrados. Em 11 de janeiro, um homem de 41 anos morreu após ser baleado na Vila Cemig; segundo a PM, ele não era o alvo dos disparos.
No último domingo (18/1), mais um episódio agravou o cenário: um homem de 32 anos foi preso após atirar dentro de uma padaria no Bairro Esperança, ferindo um adolescente de 17 anos e um homem de 41 anos.
A Polícia Militar informa que mantém operações constantes na região e reforça a importância de denúncias anônimas para auxiliar no combate à criminalidade, enquanto moradores cobram medidas permanentes para reduzir a violência e devolver a sensação de segurança às comunidades do Barreiro.
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