O jovem Mateus Peixoto de Barros, de 25 anos, foi condenado nesta quarta-feira (29) a cumprir pena em um hospital psiquiátrico por matar e esquartejar um morador em situação de rua em seu apartamento, localizado no bairro Santo Antônio, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O crime ocorreu em fevereiro de 2023.
A sentença estipulou uma pena de oito anos e oito meses de reclusão, mas devido à condição de semi-imputabilidade do réu, ele não cumprirá a pena em um presídio comum, sendo encaminhado ao Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, em Barbacena (MG).
Crime e julgamento
Durante o julgamento no Fórum Lafayette, Mateus confessou o crime e relatou que costumava levar moradores de rua para seu apartamento para “sessões de desabafo”. Segundo ele, o encontro com a vítima não tinha conotação sexual e se tratava de uma troca de conversa por dinheiro e um pendrive com músicas. No entanto, a situação saiu do controle quando a vítima admitiu já ter cometido um homicídio, roubos e um estupro, o que gerou tensão e um confronto físico. Mateus o esfaqueou repetidas vezes, mas a vítima continuou resistindo. Somente após um golpe fatal no coração, o homem morreu.
Após o assassinato, Mateus buscou atendimento médico para tratar ferimentos da briga e, ao retornar ao apartamento, decidiu esquartejar o corpo. No dia seguinte, utilizou uma serra elétrica para desmembrar a vítima e distribuir os restos mortais pela região.
Histórico de violência
O réu tem histórico de violência extrema. Durante o julgamento, confessou ter matado e esquartejado a própria mãe aos 17 anos, fato pelo qual cumpriu medida socioeducativa em um hospital psiquiátrico. Ele também revelou que costumava comprar coelhos no Mercado Central para matá-los, o que, segundo ele, o ajudava a aliviar a raiva e a ansiedade.
Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) indicaram que Mateus possui transtorno de personalidade mista, caracterizado por oscilações de comportamento e dificuldades no discernimento pleno da realidade. Por isso, foi considerado semi-imputável, ou seja, tinha consciência parcial da ilegalidade de seus atos, mas não total controle sobre eles.
Decisão judicial
A juíza Myrna Fabiana Monteiro Souto aplicou uma medida de segurança em forma de internação por um período mínimo de três anos. Após esse prazo, a permanência do réu na instituição será avaliada com base em exames psiquiátricos periciais.
Durante seu período no presídio, Mateus relatou que se sentia desamparado e que não recebia o tratamento necessário. Em contrapartida, quando esteve internado anteriormente, afirmou ter recebido acolhimento e tratamento adequado, o que o ajudava a manter a estabilidade emocional.
Com a sentença, ele será transferido para a unidade hospitalar, onde será submetido a tratamento psiquiátrico intensivo.
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