A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (26). O senador Marcos Rogério (PL-RO) protocolou um pedido de convocação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para que ele esclareça, em depoimento, os critérios da investigação sobre fraudes em benefícios previdenciários.
O parlamentar questiona a ausência do nome de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do sindicato em que ele ocupa a vice-presidência, o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), no escopo das apurações.
Em abril, Andrei Rodrigues já havia afirmado que nem Frei Chico nem o sindicato eram alvos da PF, o que gerou repercussão política e críticas de opositores. “Precisamos entender os critérios técnicos, o alcance das medidas cautelares e como foi feita a governança dos dados compartilhados entre INSS, Dataprev e CGU”, destacou Marcos Rogério em seu requerimento.
Plano de trabalho da CPMI
Enquanto isso, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou o plano de trabalho, que terá como referência o período de 2015 até os dias atuais, abrangendo os governos Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Lula. O prazo inicial para conclusão é de 180 dias.
O plano de investigação foi estruturado em seis eixos principais:
- Mapeamento do esquema fraudulento e modus operandi;
- Identificação e responsabilização dos envolvidos;
- Impacto nas vítimas e no erário;
- Rastreamento do caminho do dinheiro;
- Análise de falhas institucionais;
- Avaliação dos mecanismos de controle.
Posições divergentes
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), admitiu que a convocação de Frei Chico não está entre as prioridades imediatas. Ele defende que a comissão avance primeiro sobre os indícios já documentados, mas não descarta que o irmão do presidente possa ser chamado futuramente.
Viana também detalhou que a investigação será dividida em duas fases:
- Primeira: descontos indevidos feitos por associações e sindicatos.
- Segunda: análise de empréstimos consignados supostamente autorizados sem o consentimento de aposentados e pensionistas.
“Estamos diante de um escândalo bilionário, envolvendo centenas de beneficiados e dezenas de associações e sindicatos. Nosso compromisso é entregar respostas claras à sociedade”, afirmou o senador.
Próximos passos
A CPMI já soma quase mil requerimentos apresentados, mas apenas cerca de 35 devem ser analisados nesta primeira etapa. Entre eles estão pedidos de convocação de ex-ministros da Previdência, como Eduardo Gabas (Dilma Rousseff), Marcelo Caetano (Michel Temer), José Carlos Oliveira (Jair Bolsonaro) e Carlos Lupi (Lula 3) — este último deixou o cargo em maio, após a revelação do esquema.
Com a pressão da oposição e a divisão política dentro da comissão, o depoimento de Andrei Rodrigues deve se tornar um dos momentos mais aguardados da CPMI do INSS.
Leia mais: Diretor da PF é convocado a explicar por que irmão de Lula não é investigado em fraudes no INSSAcidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira





