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Da bala nos EUA às ameaças no Brasil: como a imprensa e a esquerda alimentam a violência política

O assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk, baleado enquanto palestrava na Universidade Utah Valley, não é um episódio isolado de intolerância política – é um sinal de alerta. O que deveria ter sido tratado pela imprensa como um atentado à liberdade de expressão e ao debate acadêmico foi transformado em narrativa desumanizadora: “ativista de extrema direita”. A rotulagem automática serve para diminuir a empatia da opinião pública pela vítima e legitimar, ainda que indiretamente, a violência.

A juíza brasileira exilada nos Estados Unidos Ludmila Lins Grilo foi precisa ao denunciar que parte da imprensa “chancela a violência política da esquerda”. Segundo ela, Kirk fazia exatamente aquilo que a esquerda diz defender: livre debate, microfone aberto, perguntas livres, respostas pacíficas. “Nunca agrediu ninguém. Como não podia ser derrotado no argumento, mataram-no”, afirmou.

A indústria da adjetivação

A estratégia é conhecida: antes de neutralizar o adversário, desumaniza-se sua imagem. “Extrema-direita”, “bolsonarista”, “olavista” – rótulos que transformam um opositor político em algo perigoso, indigno, e, portanto, alvo legítimo. Essa adjetivação sistemática não é apenas retórica: ela fertiliza o terreno para atos violentos.

Nos Estados Unidos, o assassinato de Kirk foi seguido por uma onda de comentários nas redes sociais comemorando sua morte e pedindo a execução de outras figuras públicas conservadoras, incluindo Donald Trump. Jornalistas chegaram a insinuar que Kirk “merecia” o que aconteceu – um deles, da MSNBC, acabou demitido. É a consagração do ódio como arma política.

O reflexo no Brasil: ameaças reais contra conservadores

Se alguém acredita que esse clima de linchamento moral e físico é “coisa dos EUA”, basta olhar para o Brasil. Logo após o assassinato de Kirk, começaram a pipocar nas redes mensagens explícitas desejando a morte de autoridades e influenciadores conservadores brasileiros.

A fotógrafa Nari Ribeiro, vinculada à Assembleia Legislativa do Distrito Federal, escreveu “Fux tem que morrer” em referência ao ministro do STF Luiz Fux. Em perfis abertos, dezenas de pessoas repetem: “O próximo é você, Nicolas Ferreira”. Um usuário identificado como Adalto Geiger chegou a escrever: “Nicolas, eu vou te matar. A tiros”. O caso lembra o de Adélio Bispo – e mostra como discursos de ódio se transformam em ação.

Não é apenas retórica de anônimos. Influenciadores de esquerda e militantes ligados a artistas famosos defendem a eliminação física de liberais e conservadores. Ao mesmo tempo, líderes políticos minimizam agressões cometidas por seus aliados. O ex-presidente Lula, por exemplo, elogiou publicamente um ex-vereador do PT que quase matou um manifestante em frente ao Instituto Lula – caso que resultou em indiciamento por lesão corporal dolosa.

O padrão: a violência parte da esquerda, a culpa recai na vítima

Nos últimos 25 anos, atentados e assassinatos contra líderes conservadores – de Pim Fortuyn a Shinzo Abe, de Jair Bolsonaro a David Amess – seguem um padrão inquietante: agressores de esquerda, vítimas de direita. Mesmo assim, a narrativa midiática insiste em tratar conservadores como “extremistas” e agressores como “ativistas”.

Esse desequilíbrio não é trivial. Quando a imprensa repete à exaustão que determinado político é “nazista” ou “supremacista” apenas por discordar da pauta progressista, transforma-o em alvo desumanizado. Para mentes radicais, tirar sua vida passa a parecer um ato de “justiça social”.

Um ponto de inflexão

O assassinato de Charlie Kirk e a onda de ameaças no Brasil mostram que a violência política deixou de ser pontual para se tornar um método. Mais grave: parte da imprensa participa desse processo, criando um ambiente onde a agressão física parece consequência “natural” da discordância ideológica.

O conservadorismo, diferentemente do que se propaga, não incita violência; defende a ordem, a liberdade de expressão e a vida. O que vemos agora é a esquerda tratando adversários como inimigos a serem eliminados – e a imprensa, em vez de denunciar, ajudando a pavimentar esse caminho.

Se não houver reação institucional e moral, novas vítimas se somarão a essa lista. O Brasil precisa decidir: vai continuar normalizando ameaças de morte contra conservadores ou vai exigir que a lei e a ética valham para todos, sem relativismos?

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