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Polícia desarticula rede de postos ligada ao PCC que movimentou R$ 5 bilhões em três estados

Operação mira lavagem de dinheiro do crime organizado


A Polícia Civil do Piauí (PC-PI), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPPI), deflagrou nesta quarta-feira (5) uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, a facção teria movimentado cerca de R$ 5 bilhões por meio de 49 postos de combustíveis em três estados — Piauí, Maranhão e Tocantins — além de ramificações em São Paulo, base histórica da organização.

A ação faz parte da Operação Ponto Final, que visa desmontar uma rede de lavagem de dinheiro estruturada para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas, extorsões e roubos interestaduais.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e ordens judiciais de interdição de todos os 49 postos suspeitos de envolvimento com o esquema.


Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, o grupo usava os estabelecimentos de combustíveis para simular faturamento legal, movimentando altas quantias de dinheiro em espécie e por meio de empresas de fachada. A estrutura contava com laranjas e contadores responsáveis por mascarar os fluxos financeiros e transferir os lucros para contas controladas por integrantes do PCC em diferentes estados.

O delegado-geral da PC-PI, Luccy Keiko Leal, explicou à imprensa que o esquema utilizava postos em cidades estratégicas nas rotas de transporte de combustíveis, o que facilitava o trânsito de recursos ilícitos.

“Estamos falando de uma estrutura empresarial complexa, criada para dar aparência de legalidade ao dinheiro do crime. É um modelo sofisticado de lavagem, com articulação interestadual”, afirmou Keiko.

Estados e órgãos envolvidos

A operação contou com apoio das polícias civis do Maranhão, Tocantins e São Paulo, além de auditores da Receita Federal, que rastreiam movimentações suspeitas nas contas das empresas.
Segundo a CNN Brasil e o portal G1, o Banco Central também foi notificado para auxiliar no bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados.

O Ministério Público do Piauí informou que as investigações começaram há mais de um ano e que parte dos recursos movimentados teria sido destinada à compra de imóveis e veículos de luxo usados para lavagem e ostentação por membros do PCC.


Histórico e contexto

O uso de postos de combustíveis como fachada para lavagem de dinheiro não é inédito. Em 2023 e 2024, operações semelhantes foram realizadas em São Paulo e no Paraná, com a apreensão de bens avaliados em mais de R$ 600 milhões. O Setor de Inteligência Financeira (SIF) da Polícia Federal aponta que, só em 2024, cerca de R$ 8 bilhões foram movimentados em negócios ligados a organizações criminosas com atuação interestadual.

Polícia desarticula rede de postos ligada ao PCC que movimentou R$ 5 bilhões em três estados”


Operação mira lavagem de dinheiro do crime organizado

A Polícia Civil do Piauí (PC-PI), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPPI), deflagrou nesta quarta-feira (5) uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, a facção teria movimentado cerca de R$ 5 bilhões por meio de 49 postos de combustíveis em três estados — Piauí, Maranhão e Tocantins — além de ramificações em São Paulo, base histórica da organização.

A ação faz parte da Operação Ponto Final, que visa desmontar uma rede de lavagem de dinheiro estruturada para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas, extorsões e roubos interestaduais.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e ordens judiciais de interdição de todos os 49 postos suspeitos de envolvimento com o esquema.


Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, o grupo usava os estabelecimentos de combustíveis para simular faturamento legal, movimentando altas quantias de dinheiro em espécie e por meio de empresas de fachada. A estrutura contava com laranjas e contadores responsáveis por mascarar os fluxos financeiros e transferir os lucros para contas controladas por integrantes do PCC em diferentes estados.

O delegado-geral da PC-PI, Luccy Keiko Leal, explicou à imprensa que o esquema utilizava postos em cidades estratégicas nas rotas de transporte de combustíveis, o que facilitava o trânsito de recursos ilícitos.

“Estamos falando de uma estrutura empresarial complexa, criada para dar aparência de legalidade ao dinheiro do crime. É um modelo sofisticado de lavagem, com articulação interestadual”, afirmou Keiko.

Estados e órgãos envolvidos

A operação contou com apoio das polícias civis do Maranhão, Tocantins e São Paulo, além de auditores da Receita Federal, que rastreiam movimentações suspeitas nas contas das empresas.
Segundo a CNN Brasil e o portal G1, o Banco Central também foi notificado para auxiliar no bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados.

O Ministério Público do Piauí informou que as investigações começaram há mais de um ano e que parte dos recursos movimentados teria sido destinada à compra de imóveis e veículos de luxo usados para lavagem e ostentação por membros do PCC.


Histórico e contexto

O uso de postos de combustíveis como fachada para lavagem de dinheiro não é inédito. Em 2023 e 2024, operações semelhantes foram realizadas em São Paulo e no Paraná, com a apreensão de bens avaliados em mais de R$ 600 milhões. O Setor de Inteligência Financeira (SIF) da Polícia Federal aponta que, só em 2024, cerca de R$ 8 bilhões foram movimentados em negócios ligados a organizações criminosas com atuação interestadual.

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