O agronegócio de Minas Gerais encerrou 2025 com resultados históricos e reforçou sua posição de destaque no cenário nacional e internacional. De acordo com o balanço divulgado pelo Sistema Faemg Senar, o estado registrou recorde nas exportações, que ultrapassaram US$ 18,1 bilhões, além de um crescimento expressivo do Valor Bruto da Produção (VBP).
A agropecuária mineira avançou 15,2% em relação a 2024, impulsionado principalmente pelo desempenho da agricultura, que teve alta de 17,1%. A pecuária também apresentou resultado positivo, com crescimento de 11,9%, refletindo ganhos de produtividade e valorização dos preços no mercado.
O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destacou que o desempenho confirma o protagonismo do estado no setor. “Minas Gerais alcança mais um recorde histórico, com exportações que superam US$ 18,1 bilhões e crescimento expressivo do Valor Bruto da Produção, consolidando Minas como um dos maiores polos agropecuários do Brasil. O agro já responde por quase 44% de tudo o que o estado exporta, impulsionado principalmente pelo café, que vive um momento de forte valorização”, afirmou.
Exportações crescem mesmo com menor volume
No comércio exterior, o agronegócio mineiro embarcou 15,23 milhões de toneladas de produtos, com destino a 177 países, ampliando presença em mercados como União Europeia, Ásia, América do Sul e Oriente Médio. Apesar de uma redução de 6,6% no volume exportado, a receita cresceu quase 13%, evidenciando a valorização das commodities agrícolas no mercado internacional.
O valor acumulado já supera o total exportado ao longo de todo o ano de 2024 e representa um recorde histórico para o período. Entre janeiro e novembro, o agronegócio foi responsável por 43,7% das exportações totais de Minas Gerais, mantendo o estado como o terceiro maior exportador do país, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.
Café lidera vendas externas
O complexo do café manteve a liderança absoluta nas exportações do agro mineiro, respondendo por 56,1% do total. Foram US$ 10,15 bilhões em receita, com o embarque de 24,8 milhões de sacas, volume equivalente a cerca de 70% de todo o café brasileiro exportado.
Na sequência, o complexo da soja representou 15,6% das exportações, com destaque para a soja em grãos, que alcançou US$ 2,82 bilhões e cerca de 7 milhões de toneladas, tendo a China como principal destino. O complexo sucroalcooleiro respondeu por 10,3%, somando US$ 1,86 bilhão em açúcar e etanol, enquanto o complexo carnes foi responsável por 9,2% das vendas externas.
Desafios permanecem no campo
Apesar dos números positivos, o setor ainda enfrenta desafios estruturais. Antônio de Salvo alertou para fatores que seguem pressionando os produtores, especialmente os de menor escala. “Embora o cenário seja muito positivo, com recordes de exportação e consolidação do estado como um dos maiores produtores do Brasil, o clima continua sendo imprevisível. Além disso, sem políticas públicas estáveis, produtores de leite, por exemplo, enfrentam dificuldades diárias. O crédito rural, as taxas de juros elevadas e a concorrência externa ainda são obstáculos que exigem atenção”, concluiu.
O desempenho do agro mineiro em 2025 reforça a importância estratégica do setor para a economia do estado, tanto na geração de empregos quanto no equilíbrio da balança comercial, em um cenário de volatilidade econômica global.
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