O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, sugeriu nesta segunda-feira (24) que o Banco Central considere a exclusão dos preços de alimentos e energia do cálculo da inflação oficial. A proposta foi apresentada durante sua participação em um seminário promovido pelo jornal Valor Econômico, onde Alckmin argumentou que fatores climáticos e geopolíticos influenciam significativamente esses setores, tornando a política de juros menos eficaz em controlá-los.
Alckmin citou o exemplo do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, que utiliza o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) como referência para a inflação. No entanto, é importante destacar que, embora o Fed acompanhe tanto o índice cheio quanto o núcleo do PCE — que exclui itens voláteis como alimentos e energia —, sua meta oficial de inflação é baseada no índice completo, não apenas no núcleo.
O vice-presidente enfatizou que aumentos na taxa de juros não têm impacto direto sobre fatores como condições climáticas ou preços internacionais de commodities energéticas. Ele argumentou que elevar os juros não fará chover nem reduzirá o preço do barril de petróleo, mas pode prejudicar a economia e aumentar a dívida pública. Alckmin destacou que cada ponto percentual de aumento na taxa Selic representa um acréscimo de aproximadamente R$ 48 bilhões no serviço da dívida pública.
Atualmente, a taxa Selic está fixada em 14,25% ao ano, o nível mais alto em uma década, após sucessivos aumentos promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para conter a inflação. Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 1,31%, acumulando 5,06% nos últimos 12 meses, acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
A proposta de Alckmin visa a uma análise mais precisa da inflação subjacente, desconsiderando itens com alta volatilidade devido a fatores externos. Ele sugere que essa abordagem poderia tornar a política monetária mais eficaz, evitando impactos negativos desnecessários sobre a economia real. No entanto, essa perspectiva requer um debate aprofundado sobre a adequação e as possíveis consequências de uma mudança na metodologia de cálculo da inflação no Brasil.
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