Um traficante mineiro foi identificado entre os mortos da megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) realizada na última terça-feira (28) nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Fontes ouvidas pela Rádio Itatiaia confirmaram que se trata de Emerson Pereira Solidade, conhecido como “Piter”, apontado pelas investigações como um dos chefes do tráfico no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
Segundo informações da Polícia Civil, “Piter” era o principal líder criminoso na região da comarca de Jacinto, que engloba também os municípios de Santa Maria do Salto, Santo Antônio do Jacinto e Salto da Divisa. Ele teria sido morto em confronto com policiais durante o avanço das forças de segurança em uma área de mata próxima aos complexos cariocas. O corpo foi encontrado com roupas camufladas, típicas de uso militar.
Ainda de acordo com fontes policiais, Emerson Solidade integrava o grupo PCE (Primeiro Comando de Eunápolis), facção originária do extremo sul da Bahia que mantém aliança direta com o Comando Vermelho, uma das maiores organizações criminosas do país.
Operação de grande escala e número recorde de mortos
A operação, considerada a mais letal da história do Rio, teve como meta enfraquecer a atuação do Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão, sendo 30 deles expedidos pelo estado do Pará, parceiro na ação integrada.
De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, a ofensiva representou “o maior golpe já sofrido pelo Comando Vermelho”. Ele destacou que o grupo perdeu “armas, drogas e lideranças importantes”.
O balanço oficial atualizado nesta quarta-feira (29) aponta 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais, além de 113 presos. Foram apreendidas 118 armas, das quais 91 são fuzis, além de grande quantidade de drogas — estimada em toneladas, segundo a polícia.
Autoridades defendem a operação
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, afirmou que apenas oito pessoas foram consideradas vítimas da operação: quatro civis feridos sem gravidade e quatro policiais mortos.
“As demais mortes correspondem a criminosos que se recusaram a se render”, disse o secretário. “A alta letalidade era previsível, mas não desejada.”
Durante coletiva de imprensa, as autoridades exibiram imagens da ação e reforçaram que a operação foi planejada e acompanhada de medidas legais, incluindo o uso de câmeras corporais. Parte das gravações, no entanto, não foi registrada integralmente devido à duração da ofensiva e ao esgotamento das baterias dos equipamentos.
A polícia informou ainda que o confronto mais intenso ocorreu em área de mata, justamente para evitar riscos à população civil das comunidades.
Corpos retirados por moradores
Na madrugada e manhã desta quarta-feira (29), moradores e familiares retiraram corpos da mata e os reuniram em uma praça no Complexo da Penha. Questionado sobre o fato, o secretário de Segurança Pública afirmou que a polícia não tinha conhecimento da existência desses corpos no momento da operação.
“Alguns feridos conseguem fugir para a mata e acabam morrendo depois. Quando as comunidades encontraram os corpos, muitos já não estavam mais sob o alcance das forças de segurança”, explicou.
O secretário também reconheceu que o número de mortos ainda pode aumentar, uma vez que nem todos os corpos foram identificados ou contabilizados oficialmente.
Contexto e repercussão
A Operação Contenção, como foi batizada, mobilizou centenas de agentes das polícias Civil, Militar e Federal, com apoio de blindados e aeronaves. O objetivo central foi restringir a expansão territorial do Comando Vermelho, que, segundo investigações, vinha intensificando conexões interestaduais com facções de outros estados — entre elas, a do Vale do Jequitinhonha, onde atuava “Piter”.
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