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CPI do Crime Organizado: governo e oposição travam disputa pelo comando antes da instalação oficial no Senado

Grupo será instalado nesta terça-feira (4) e deve investigar a expansão de facções e falhas do Estado no combate ao crime

A CPI do Crime Organizado será oficialmente instalada nesta terça-feira (4) no Senado Federal, mas antes mesmo da primeira reunião, bastidores fervem em disputas políticas. Governo e oposição articulam intensamente para garantir o controle da presidência e da relatoria da comissão, que promete ser um dos principais embates do Congresso neste fim de ano legislativo.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, o senador Márcio Bittar (União-AC) afirmou que a oposição tenta assegurar o comando da CPI e revelou que Magno Malta (PL-ES) é o nome preferido para presidir os trabalhos. Contudo, Malta enfrenta problemas de saúde, e o substituto natural seria Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo o parlamentar.

“O Flávio está coordenando as conversas. Se o Magno abrir mão, ele é o nome mais indicado. Entre nós há consenso”, declarou Bittar.

A oposição, porém, busca um acordo com parlamentares do centrão para equilibrar forças. Nesse arranjo, a presidência ficaria com a oposição e a relatoria com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento de criação da CPI.

“Se houver esse entendimento, é o mais civilizado. O Alessandro tem se mostrado equilibrado, sem postura radical”, avaliou o senador acreano.

Governo tenta manter o controle

Do outro lado, o governo Lula tenta impedir que a comissão caia nas mãos da oposição. Segundo fontes do Planalto, a base governista fez um mapeamento de votos e aposta nos senadores Fabiano Contarato (PT-ES) e Jaques Wagner (PT-BA) como os mais cotados para comandar o colegiado.

Contarato, delegado de polícia de formação, é visto como um nome técnico e moderado, capaz de reduzir o tom político dos debates. Já Jaques Wagner é considerado o principal articulador da base petista no Senado, com influência sobre o grupo governista.

Composição e objetivos

A CPI será composta por 11 titulares e 7 suplentes, com nomes de peso dos dois blocos.
Entre os oposicionistas, estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES), Sergio Moro (União-PR) e Marcos do Val (Podemos-ES).
Do lado governista, integram o grupo Jaques Wagner (PT-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Nelsinho Trad (PSD-MS) e Jorge Kajuru (PSB-GO).

A CPI vai investigar a expansão do crime organizado no país e as falhas na atuação do Estado no enfrentamento das facções criminosas. O colegiado deve convocar delegados, especialistas em segurança pública e autoridades judiciais.

“Há milhões de brasileiros vivendo sob o domínio de facções. É preciso enfrentar isso com firmeza e punição efetiva”, defendeu Márcio Bittar.

A expectativa é que a instalação da CPI marque um novo embate político entre governo e oposição, em meio ao clima de tensão provocado pelas recentes operações policiais de grande porte contra o Comando Vermelho e o PCC em vários estados.

📌 Próximos passos: a sessão de instalação está prevista para as 10h desta terça-feira (4), quando serão definidos o presidente e o relator da comissão.

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