A atriz francesa Brigitte Bardot, um dos maiores ícones do cinema mundial e da cultura do século 20, morreu aos 91 anos. A informação foi confirmada neste domingo (28) pela Fundação Brigitte Bardot à imprensa francesa. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.
Bardot estava internada desde novembro em um hospital na cidade de Toulon, no sul da França, onde passou por uma cirurgia. Sua morte encerra a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas da história do cinema europeu e símbolo da transformação do papel feminino na sociedade a partir dos anos 1950.
Símbolo da mulher moderna
Nascida em Paris, em 28 de setembro de 1934, Brigitte Anne-Marie Bardot tornou-se um fenômeno cultural ao romper com padrões conservadores da época. Sua imagem ajudou a redefinir conceitos de beleza, sensualidade e independência feminina no cinema, especialmente ao interpretar personagens livres, intensas e desafiadoras das convenções morais vigentes.
Criada em uma família conservadora da alta burguesia francesa, Bardot iniciou-se ainda criança no balé clássico. Aos 15 anos, chamou atenção ao estampar a capa da revista Elle, o que despertou o interesse do cineasta Roger Vadim, com quem se casaria anos depois.
Ascensão ao estrelato
A consagração internacional veio em 1956, com o filme “E Deus Criou a Mulher”, dirigido por Vadim. No papel de Juliette, Bardot protagonizou uma personagem considerada escandalosa para a época, abordando sexualidade e desejo feminino de forma inédita no cinema comercial. O longa foi censurado em alguns países e condenado pela Igreja Católica, mas tornou-se um sucesso mundial, especialmente nos Estados Unidos.
Cenas emblemáticas, como a dança descalça sobre uma mesa, entraram para a história do cinema. A atriz também ajudou a popularizar o biquíni como símbolo de glamour, rebeldia e liberdade feminina.
Ao longo da carreira, Brigitte Bardot atuou em mais de 40 filmes, incluindo clássicos como “A Verdade” (1960), “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard, e “Viva Maria!” (1965). Contracenou com nomes como Alain Delon, Jeanne Moreau e Marcello Mastroianni, consolidando-se como estrela internacional.
Vida pessoal e afastamento dos cinemas
A vida pessoal da atriz foi marcada por relacionamentos intensos e ampla exposição midiática. Após o casamento com Roger Vadim, Bardot se uniu a Jacques Charrier, com quem teve seu único filho, Nicolas-Jacques Charrier. Mais tarde, casou-se com o alemão Gunter Sachs.
Em 1973, no auge da fama, Bardot surpreendeu ao anunciar sua aposentadoria definitiva do cinema, aos 39 anos. Desencantada com a pressão da fama, a perseguição de paparazzi e a objetificação constante, optou por uma vida longe dos holofotes.
Ativismo e controvérsias
Após deixar as telas, Bardot passou a se dedicar integralmente à defesa dos direitos dos animais, fundando, em 1986, a Fundação Brigitte Bardot. Tornou-se uma das vozes mais influentes do ativismo animal na Europa, combatendo práticas como caça de focas e baleias, touradas, uso de peles e experimentos laboratoriais.
No entanto, sua atuação pública passou a ser marcada por polêmicas. Ao longo dos anos, a atriz manifestou posições conservadoras sobre imigração, islamismo e diversidade, o que resultou em processos judiciais por racismo e injúria racial. Em 2021, foi condenada a pagar multa por declarações consideradas ofensivas.
Durante o movimento #MeToo, Bardot também causou controvérsia ao criticar denúncias de assédio feitas por atrizes, classificando parte delas como exageradas.
Um legado complexo
Brigitte Bardot foi musa do cinema, ícone sexual, referência feminista, ativista radical e personagem controversa. Sua trajetória reflete as contradições de uma mulher que ajudou a transformar costumes e comportamentos, mas que também protagonizou debates intensos e divisivos ao longo da vida.
Apesar das controvérsias, seu impacto na história do cinema e na cultura contemporânea permanece incontestável.
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