A Justiça de Minas Gerais determinou a internação provisória da adolescente mãe do recém-nascido que morreu após ser brutalmente mutilado por um animal, em Angelândia, no Vale do Jequitinhonha. A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ocorre enquanto os avós do bebê permanecem presos, acusados de tentativa de homicídio qualificado.
O bebê, que havia sido encontrado em estado grave em um lote vago no bairro Vila Nova, no último sábado (19), teve a orelha e os dois pés dilacerados, possivelmente por ataque de animal. Apesar de ter sido socorrido e transferido em estado crítico pelo helicóptero Arcanjo para o Hospital de Pronto-Socorro (HPS) de Belo Horizonte, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu na quarta-feira (23).
De acordo com a Polícia Civil, os avós da criança foram ouvidos e tiveram a prisão em flagrante ratificada. Ambos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. Já a adolescente, mãe do bebê, também prestou depoimento e será internada assim que os atendimentos médicos e psicossociais forem concluídos, conforme informou o MPMG.
O Ministério Público destacou que a medida socioeducativa é necessária diante da gravidade do caso. A prefeitura de Angelândia afirmou que está prestando apoio à família no processo de translado e sepultamento do corpo da criança.
A Polícia Civil segue investigando o caso, buscando a completa elucidação dos fatos. O abandono do bebê e as circunstâncias que levaram à sua exposição em um ambiente vulnerável, resultando no ataque, são alguns dos pontos centrais da apuração.
Leia mais: Tragédia em Angelândia: mãe adolescente será internada após morte de recém-nascido mutilado; avós seguem presosO caso expõe a complexidade de situações envolvendo abandono infantil, vulnerabilidade social e violência doméstica, e reacende o debate sobre a proteção de crianças em contextos de risco.
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