O governo brasileiro foi alertado pelo Ministério da Defesa de Israel sobre possíveis ligações entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o financiamento de atividades terroristas. O esquema, segundo a investigação, teria sido viabilizado por meio de um banco digital utilizado para transações envolvendo criptomoedas. A informação foi repassada ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e à Polícia Federal (PF).
O Coaf revelou que a instituição financeira em questão movimentou cerca de R$ 500 milhões. A investigação, iniciada em 2023, tornou-se pública em fevereiro de 2025. Embora o documento israelense não cite diretamente o Hezbollah, fontes internacionais há anos alertam sobre possíveis conexões entre o PCC, cartéis, máfias e grupos terroristas do Oriente Médio.
Segundo o relatório, as transações financeiras eram realizadas por meio da compra e venda de criptomoedas, dificultando a rastreabilidade dos recursos. O Ministério Público e a PF identificaram que o banco digital pertence ao PCC e que seu chefe executivo era um policial civil de São Paulo, preso pela segunda vez em fevereiro deste ano. A instituição financeira foi fundada em 2020 e se tornou um dos principais canais para lavagem de dinheiro do crime organizado.
Transferências bilionárias e conexões com o crime organizado
A investigação revelou que o banco digital movimentou aproximadamente R$ 6 bilhões para o crime organizado em ao menos 15 países. Estima-se que, em dois anos, cerca de US$ 82 milhões (R$ 450 milhões) tenham sido transferidos pelo PCC para contas suspeitas ligadas a grupos extremistas. As operações ocorreram através de 15 carteiras digitais em 40 centros de investimento de uma corretora de criptomoedas.
O MP-SP e a PF também investigam fintechs associadas ao esquema. Os investigadores apontam uma complexa “engenharia financeira” que teria sido empregada para mascarar as transações. O dinheiro teria sido usado para a aquisição de armas, drogas, propriedades e bens de luxo, além do financiamento de atividades criminosas.
Uma instituição bancária que prestava serviços para a fintech denunciada identificou movimentações suspeitas e alertou as autoridades. As transações entre carteiras digitais despertaram suspeitas, levando ao aprofundamento das investigações. A Gazeta do Povo tentou contato com representantes do banco investigado, mas não obteve resposta até o momento.
As autoridades seguem apurando o caso para identificar todos os envolvidos e as reais dimensões da rede criminosa que utilizava a tecnologia para a lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades ilícitas.
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